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Preso desde domingo em Moscou, Navalny garante estar bem de saúde

22/01/2021 18h10

Moscou, 22 jan (EFE).- O líder da oposição da Rússia, Alexei Navalny, preso desde o seu regresso à Rússia, afirmou nesta sexta-feira, da prisão de Matrosskaya Tishina, onde se encontra detido, que está bem e manifestou confiança no apoio dos seus apoiantes.

"Meu estado psicológico e emocional está totalmente estável. Estou absolutamente certo de que muitas pessoas boas virão em meu auxílio", disse ele em uma mensagem postada em sua conta na rede social do Instagram.

Navalny, que a partir de sua cela incentiva os protestos convocados para amanhã, em exigência de sua libertação, também se referiu à repercussão do vídeo divulgado esta semana pelo Fundo Anti-Corrupção (FBK) fundado por ele, no qual acusa o presidente russo, Vladimir Putin, de receber de seus amigos "o palácio mais caro do mundo" às margens do Mar Negro.

O vídeo sobre o "maior esquema de corrupção da Rússia", avaliado em mais de 100 bilhões de rublos (cerca de US$ 1,4 bilhão), já ultrapassou 54,1 milhões de visualizações no YouTube.

Navalny também queria deixar uma mensagem para seus entes queridos e apoiadores de que se algo acontecesse com ele na prisão preventiva, não seria acidental ou por motivos de saúde.

"Eu desço as escadas com muito cuidado. Todos os dias eles medem minha pressão arterial e eu tenho-a como um cosmonauta, então um ataque cardíaco repentino está excluído. Eu não bebo 'samogon' (conhaque caseiro russo) nem como chocolates Raffaello", disse.

Médicos russos que o trataram na cidade siberiana de Omsk após o envenenamento em Tomsk, em agosto do ano passado, disseram não ter encontrado vestígios de um agente tóxico e atribuíram sua condição a problemas metabólicos ou diabetes.

Navalny também alertou, "por precaução", que não tem planos de "se pendurar na grade da janela, cortar os pulsos ou a garganta com uma colher afiada".

Ele é acusado pelo Serviço Penitenciário Federal da Rússia de não ter cumprido as condições de uma pena suspensa de prisão de 3,5 anos proferida contra ele em 2014 e declarada ilegal pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, pelo que pede à Justiça que execute a pena. EFE

fss/phg

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