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Mais da metade dos museus britânicos ameaçados de desaparecer pela pandemia

22/01/2021 10h07

Londres, 22 Jan 2021 (AFP) - Seis em cada dez museus britânicos temem não sobreviver à pandemia do coronavírus, segundo revelou nesta sexta-feira (22) a associação Art Fund, alertando que o terceiro confinamento pode piorar a situação dessas instituições.

O atual confinamento total do país para combater uma nova cepa do coronavírus mais contagiosa "corre o risco de aumentar consideravelmente este número" e que alguns museus "fechem suas portas definitivamente", disse a associação, que se baseia em uma pesquisa realizada com seus membros no final de 2020.

"Este último confinamento é um duro golpe que obriga nossos museus e galerias a lutar pela sua sobrevivência", afirmou Jenny Waldman, diretora da associação, expressando sua decepção pelo fato de que alguns "museus pequenos em particular, que são tão essenciais para nossas comunidades" não tenham "as reservas necessárias para passar o inverno".

"A pandemia está nos derrotando", se desespera David Green, diretor do museu londrino Florence Nightingale, que no ano passado teve que abandonar as importantes celebrações previstas de seu bicentenário.

"Se a situação continuar, poderíamos chegar a ser completamente insolventes do ponto de vista financeiro", explicou, "o que significa que é difícil dizer se poderemos reabrir nossas portas".

Obrigadas a fechar durante o confinamento, as instituições culturais receberam um duro revés financeiro devido a uma pandemia que deixa mais de 93.000 mortes no país.

O governo de Boris Johnson destinou 1,57 bilhão de libras (2,145 bilhões de dólares, 1,76 bilhão de euros) em auxílios para todo o setor cultural, consideradas vitais mas insuficientes.

Neste contexto, o Art Fund anunciou nesta sexta-feira uma doação de 750.000 libras a 23 instituições culturais, elevando seu apoio ao setor desde o início da pandemia para 2,25 milhões de libras.

"Este dinheiro permitirá aos beneficiários evoluir e se adaptar aos desafios gerados pela pandemia", mas está muito longe de ser "suficiente", alertou a organização, que diz estar sobrecarregada com 451 pedidos de ajuda de museus por um total de 16,9 milhões de libras.

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