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Pelosi insiste em julgamento político contra Trump, mas não marca data

21/01/2021 17h02

Washington, 21 Jan 2021 (AFP) - A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, se negou nesta quinta-feira (21) a marcar uma data para enviar ao Senado a iniciativa de destituição contra Donald Trump, mas insistiu em que um julgamento deve ser realizado, enquanto o presidente Jode Biden apelou à unidade.

"Será em breve. Não acho que demore muito, mas deve ser feito", disse a líder democrata aos jornalistas.

Ela acrescentou que o Senado deverá examinar a estrutura de um julgamento contra Trump, que seria o primeiro ex-presidente americano a enfrentar este processo no Congresso.

"Falarei com os gestores (da destituição) sobre quando o Senado estará pronto para o julgamento do então presidente dos Estados Unidos por seu papel na incitação de uma insurreição no Capitólio... Para socavar a vontade do povo", disse Pelosi.

Biden, que assumiu a Presidência dos Estados Unidos na quarta-feira, se pronunciou contra Trump por ter inspirado seus apoiadores em 6 de janeiro a marchar rumo ao Capitólio, onde provocaram distúrbios violentos que deixaram cinco mortos, entre eles um policial.

No entanto, Biden fez da unidade nacional um tema-chave em seu discurso de posse na quarta-feira, dizendo que deve-se "pôr fim a esta guerra incivil" que confronta americanos com diferentes perfis políticos.

Mas Pelosi refutou perguntas sobre se proceder com um julgamento afetaria a mensagem de unidade de Biden.

"Isso não me preocupa. O fato é que o presidente dos Estados Unidos cometeu um ato de incitamento à insurreição", disse.

"Não acho que seja muito unificador dizer: 'Ah, vamos esquecer e seguir adiante'", acrescentou. "Não é assim que se unifica".

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, deixou a porta aberta para apoiar o julgamento contra Trump, mas vários membros de sua bancada se disseram contrários.

Levar Trump a julgamento só "abriria a caixa de Pandora", disse na quarta à Fox News o senador Lindsey Graham, um aliado próximo do ex-presidente, horas após a posse de Biden.

Impugnar e condenar um ex-presidente "é um exercício político que dividirá ainda mais o país e, acho, acabará destruindo a Presidência", acrescentou.

Os parâmetros para um julgamento no Senado serão determinados, em grande medida, pelos democratas, que agora controlam o Congresso.

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