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Espanha prolonga até maio os planos de emprego parcial

19/01/2021 16h11

Madri, 19 Jan 2021 (AFP) - O governo espanhol, sindicatos e a patronal chegaram a um acordo nesta terça-feira (19) para prolongar até o final de maio os planos subsidiados de emprego parcial criados para evitar demissões durante a pandemia da covid-19.

É a terceira vez que o governo prolonga esse mecanismo, custoso para as finanças públicas, posto em prática em abril do ano passado, e que caso não fosse postergado seria encerrado em 31 de janeiro.

"Manteremos todas as garantias de manutenção do trabalho (...) Se forem mantidas as proibições de demissões", disse em uma coletiva de imprensa a ministra do Trabalho, Yolanda Díaz.

O mecanismo proíbe as empresas de demitir por até seis meses após terem se beneficiado dessa ajuda.

Esta disposição foi mantida após árduas negociações com o empregador, que solicitou flexibilidade, no sentido de que o reembolso das ajudas fosse limitado aos trabalhadores eventualmente despedidos, e não à ajuda global recebida.

No final de dezembro, 755 mil pessoas se beneficiavam desses planos, principalmente nos setores de turismo e hotelaria, que foram duramente atingidos pela nova pandemia de coronavírus.

No auge do rígido confinamento domiciliar, que durou de março a junho, 3,4 milhões de pessoas foram incluídas nos planos.

Tanto para os sindicatos quanto para o governo de esquerda de Pedro Sánchez, esses planos reduziram drasticamente a destruição de empregos.

A Espanha, um dos países economicamente mais afetados pela pandemia, registrou 730.000 desempregados adicionais em 2020.

Esses planos de desemprego parcial custam caro para as finanças públicas: foram gastos cerca de 23 bilhões de euros (27,9 bilhões de dólares) entre março e setembro, incluindo neste valor o auxílio aos autônomos, segundo o ministério da Previdência Social.

O seu financiamento contribuirá para uma escalada do déficit e da dívida pública deste país, que nos últimos anos mostrou uma musculatura econômica que sofreu gravemente com a crise financeira de 2008.

A Espanha, com uma economia altamente dependente do turismo, certamente será o país ocidental com a maior queda do PIB em 2020 por conta da pandemia, segundo o FMI, que prevê queda de 12,8%.

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