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1 mês

Covid deve se tornar resfriado leve em até 10 anos, diz estudo

19/01/2021 11h23

SÃO PAULO, 19 JAN (ANSA) - Um estudo publicado na revista científica "Science" sugere que o coronavírus Sars-CoV-2 deve se tornar um "leve" resfriado em até 10 anos, assim como ocorre com os outros quatro tipos de coronavírus mais comuns atualmente.

Os sintomáticos, porém, seriam as crianças com menos de cinco anos, mas que não manifestariam a Covid-19 de maneira grave.

A análise liderada pela especialista Jennie Lavide, da Universidade Emory, de Atlanta (EUA), fez um modelo matemático de comparação com seis coronavírus - além do Sars-CoV-2: os quatro da mesma família que causam resfriado comum e que são endêmicos; e os dois que causam a Mers e o Sars, as doenças que provocaram epidemias em 2003 e 2012, respectivamente, mas que tiveram a disseminação mais controlada - apesar dos sintomas graves.

A boa notícia do estudo é que o Sars-CoV-2 aparenta ser similar ao primeiro grupo, o que permitiria a diminuição drástica da letalidade. Isso porque também as vacinas provaram que conseguem evitar os casos graves da doença.

Considerando a população vacinada contra a Covid-19, como começou a ocorrer no mundo, os adultos vão se tornar mais resistentes à doença e passarão dessa fase pandêmica, onde o índice de mortes ainda é gigante e a disseminação causa casos moderados e graves em grandes quantidades, para a fase endêmica.

Ou seja, o vírus não irá sumir, mas não será mais grave.

Já as crianças de até os cinco anos vão ser as que têm sintomas por não contarem com essa vacinação, mas como visto até agora, elas devem ser assintomáticas ou apresentarem sintomas muito leves de resfriado.

Segundo os cientistas, atualmente, o primeiro contato com os quatro coronavírus "comuns" ocorre, no máximo, até os 15 anos.

Normalmente, nos infectamos com um desses quatro vírus até os cinco anos, e depois mais algumas vezes, cada vez com sintomas mais fracos.

"O tempo que demorará para chegarmos a esse estado endêmico depende de quão rápido a doença se espalha e do quão rápido conseguiremos vacinar as pessoas. Por isso, é tão importante que vacinemos todos, ao menos com a primeira dose, o mais rápido possível", explica Lavine ao jornal "The New York Times".

Na mesma entrevista, o virologista Shane Crotty também destacou que a Covid-19 pode ser como o sarampo, "que vacinamos todos, incluindo as crianças, e não vemos o vírus infectar quase ninguém". (ANSA).

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