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1 mês

'Campo' de 200 mil bandeiras representa público ausente na posse de Biden

Bandeiras representam "compromisso com um evento inclusivo e seguro", explicou o comitê de posse de Biden - Stephanie Keith/Getty Images/AFP
Bandeiras representam "compromisso com um evento inclusivo e seguro", explicou o comitê de posse de Biden Imagem: Stephanie Keith/Getty Images/AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

19/01/2021 16h01Atualizada em 19/01/2021 16h04

Marcada para amanhã, a posse do democrata Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos não contará com a presença de público, como normalmente acontece, por conta da pandemia. Para representar aqueles que não poderão comparecer, porém, o National Mall foi decorado com quase 200 mil bandeiras americanas.

O National Mall é o equivalente à região de Brasília onde está localizada a Praça dos Três Poderes. O local abriga monumentos históricos, como o Memorial Lincoln e o Monumento de Washington, por exemplo, além do Capitólio, onde se reúne o Congresso americano, e a Casa Branca. As bandeiras foram colocadas no passeio que liga o Capitólio ao Memorial.

Ontem, uma faixa do National Mall foi iluminada durante 90 minutos por 56 "pilares de luz", representando os 50 estados americanos, o Distrito de Columbia e os cinco territórios permanentemente habitados dos EUA — Guam, Ilhas Marianas do Norte, Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico e Samoa Americana.

O comitê de posse Biden informou que as bandeiras representam "um compromisso com um evento inclusivo e seguro de que todo mundo pode participar de casa", segundo o jornal The New York Times. Elas serão iluminadas novamente hoje e amanhã, ainda de acordo com o comitê.

National Mall - Stephanie Keith/Getty Images/AFP - Stephanie Keith/Getty Images/AFP
Funcionário ajeita bandeirinhas que decoram o National Mall para a cerimônia de posse de Joe Biden
Imagem: Stephanie Keith/Getty Images/AFP

Às vésperas da cerimônia, a cidade de Washington está sitiada. As medidas de distanciamento e a forte presença militar na capital americana por precaução depois da invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro, por apoiadores de Donald Trump tornam a posse do novo presidente tão incomum quanto os tempos atuais.

A presença de 25 mil soldados da Guarda Nacional é perturbadora e não contribui com um ambiente comemorativo. A atual situação em Washington é tão anormal que o FBI (Polícia Federal americana) investiga até mesmo os soldados encarregados de proteger as cerimônias para garantir que não haverá um ataque inesperado.

Também há desconfiança entre os membros do Congresso, com alguns deles temendo inclusive violência por parte de colegas.

Alívio

Com os EUA enfrentando um dos períodos mais polarizados da sua história, fica difícil de a população se animar. Mesmo assim, não só os mais de 80 milhões de americanos que votaram em Biden, como muitos membros democratas — e até mesmo republicanos — estão respirando aliviados por estarem a poucas horas de verem o furacão Trump se dissipar.

Ele será o primeiro presidente americano em mais de 150 anos a não ir à cerimônia de posse de seu sucessor. Em 1869, Andrew Johnson boicotou a posse de Ulysses S. Grant.

Trump foi tolhido nos últimos dias do seu governo. Além de ser banido do Twitter, que era seu principal meio de comunicação, ele está isolado, com praticamente todos os antigos aliados já tentando se afastar dele. Nos últimos dias do mandato, o presidente republicano se encontra praticamente paralisado.

(Com RFI)

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