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OMS e China poderiam ter agido mais rápido, dizem especialistas

18/01/2021 15h53

GENEBRA, 18 JAN (ANSA) - A China e a Organização Mundial da Saúde (OMS) poderiam ter agido mais rapidamente no início da pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2, afirmaram especialistas independentes responsáveis por avaliar a resposta mundial à crise sanitária.   

No relatório, que deve ser apresentado nesta terça-feira (19) durante reunião da OMS, o grupo destaca que a propagação do vírus foi "beneficiada" por "uma epidemia amplamente oculta".   

Além disso, os especialistas destacam que "referindo-se à cronologia inicial da primeira fase da epidemia, constata-se que teria sido possível agir mais rápido, com base nos primeiros sinais" da doença.   

"As autoridades de saúde locais e nacionais da China poderiam ter implementado medidas de saúde mais fortes em janeiro. Também está claro para o grupo que no final de janeiro de 2020 já havia evidências de casos em vários países", destaca o texto.   

Segundo a análise independente, todos os países que detectaram supostos casos de Covid-19 deveriam ter implementado medidas de combate imediatamente, o que não aconteceu.   

"Apenas alguns países aproveitaram ao máximo as informações disponíveis para responder às evidências de uma epidemia emergente", acrescenta a nota.   

Os especialistas ressaltam ainda a demora da OMS em criar um comitê de urgência no início da pandemia e a relutância em declarar uma emergência sanitária internacional.   

"Não vemos por que razão [a OMS] não se reuniu antes da terceira semana de janeiro, nem por que não declarou imediatamente uma emergência de saúde pública de interesse internacional", o nível mais alto de alerta para uma pandemia, questionam.   

Desde o início da crise sanitária, a Organização Mundial da Saúde tem sido duramente criticada por sua resposta à Covid-19, principalmente pelo atraso na recomendação do uso de máscara facial. Os Estados Unidos, por sua vez, chegaram a acusar a OMS de ser complacente com o território chinês, onde surgiram os primeiros casos da doença.   

Na semana passada, inclusive, uma equipe de especialistas da OMS chegou à cidade de Wuhan, na China, para investigar as origens do novo coronavírus. (ANSA)
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