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Médicos esgotados após terremoto na Indonésia tentam evitar propagação da covid-19

Pelo menos 84 pessoas morreram e 30.000 ficaram desabrigadas após o terremoto, de acordo com as autoridades locais - Firdaus / AFP
Pelo menos 84 pessoas morreram e 30.000 ficaram desabrigadas após o terremoto, de acordo com as autoridades locais Imagem: Firdaus / AFP

18/01/2021 09h13

Profissionais da saúde extenuados atendiam hoje os muitos feridos do devastador terremoto na ilha indonésia de Celebes, tentando limitar, ao mesmo tempo, o risco de propagação do coronavírus.

Pelo menos 84 pessoas morreram e 30.000 ficaram desabrigadas, de acordo com as autoridades locais, após o terremoto de magnitude 6,2 ocorrido na manhã de sexta-feira (15), que reduziu alguns dos prédios da cidade portuária de Mamuju a escombros.

De máscara, médicos e enfermeiros cuidavam de pacientes com fraturas e outros ferimentos em um hospital improvisado, montado em barracas de campanha na parte externa do único hospital ainda em funcionamento após o sismo.

"Os pacientes chegam sem parar", disse à AFP Nurwardi, diretora do Hospital Geral de Celebes em Mamuju. "É o único hospital que funciona na cidade", completou.

Os funcionários do estabelecimento enfrentam jornadas muito longas, o que aumenta o risco de contrair covid-19. Além disso, o medo de um novo tremor complica as coisas.

"Muitos pacientes não querem ser tratados dentro do hospital, porque temem um novo terremoto" e o mesmo acontece com os médicos, garante Nurwardi.

Três dias após a catástrofe, é difícil saber quantas pessoas ainda podem estar presas sob os escombros.

A maioria dos 84 mortos foi encontrada em Mamuju, mas alguns corpos foram removidos de prédios mais ao sul da cidade de 110.000 habitantes, que é a capital de Celebes Ocidental.

O terremoto de sexta-feira causou pânico entre os habitantes desta região, já devastada em 2018 por um forte terremoto, seguido por um tsunami devastador, que deixou 4.300 mortos.

Pelo menos 18 pessoas foram retiradas vivas dos escombros, de acordo com equipes de resgate.

A polícia usa cães para ajudar nos esforços de resgate em um hospital que desabou, enquanto as equipes de resgate continuam a encher sacos mortuários com os corpos removidos dos escombros.

"É provável que ainda haja pessoas presas nos escombros", disse à AFP Yusuf Latif, porta-voz das equipes de resgate.

Cerca de 19.000 pessoas tiveram de buscar abrigos improvisados, em cabanas, ou barracas. Essas pessoas afirmam não ter comida, água, nem cobertores.

Além disso, muitos sobreviventes temem voltar para casa por medo de novos tremores, ou de tsunami.

Este terremoto não é a única catástrofe natural que atinge atualmente este arquipélago asiático de 270 milhões de habitantes.

Na parte indonésia da ilha vizinha de Bornéu, pelo menos cinco pessoas morreram em enchentes, e dezenas ainda estão desaparecidas, de acordo com a imprensa local.

Outras inundações também causaram cinco mortes em Manado, a grande cidade no extremo norte de Celebes.

E, na província de Java Ocidental, pelo menos 32 pessoas perderam a vida em fortes chuvas.

Na outra ponta da mesma ilha, o vulcão Semeru entrou em erupção na noite de sábado, expelindo uma coluna de fumaça e cinzas de 4.500 metros de altitude.

No momento, nenhuma vítima foi registrada. O arquipélago da Indonésia está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de forte atividade sísmica e erupções vulcânicas.

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