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Incidência dispara, e Espanha notifica 84.287 novos casos de covid-19

18/01/2021 23h43

Madri, 18 jan (EFE).- O Ministério da Saúde da Espanha notificou nesta segunda-feira 84.287 novos casos de covid-19 desde a sexta-feira passada, com uma incidência acumulada de 689.27 contágios a cada 100 mil habitantes nas últimas duas semanas, cem pontos a mais que 13 dias atrás.

Segundo os dados oficiais, foram contabilizadas 455 mortes causadas por complicações da covid-19 desde a sexta-feira, totalizando 53.769 desde o início da pandemia. O total de casos chega a 2.336.451.

Também continua claramente o aumento da pressão sobre os hospitais, com 18,61% dos leitos ocupados por pacientes com covid-19 - três pontos percentuais a mais do que na sexta-feira -, totalizando 32,71% dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

A comunidade de Valência é a região espanhola com maior taxa de ocupação de leitos por pacientes com a doença, 37,28%, e 52,76% no caso das UTIs.

Em incidência acumulada, a Espanha tem uma das maiores taxas entre os países europeis ocidentais mais populosos, acima de Alemanha (319,4), Itália (374,1) e França (380,9), mais ainda abaixo do Reino Unido (1.112,1).

Três regiões espanholas têm mais de mil casos a cada 100 mil habitantes: Extremadura (1.383 casos), Múrcia (1.081) e Castela-Mancha (1.006).

No entanto, a tendência altista está se "suavizando", o que indicaria que a evolução da terceira onda de infecção está no pico ou próxima dele, informou em entrevista coletiva o ministro da Saúde, Fernando Simón.

TOQUE DE RECOLHER AMPLIADO.

Nesta situação, várias regiões espanholas pedem insistentemente o confinamento obrigatório nos seus territórios para conter a pandemia, mas este é um poder do governo central, que vê a medida como desnecessária por enquanto.

Castela e Leão já antecipou o toque de recolher obrigatório noturno para as 20h, também com a oposição do governo central, que recorreu aos tribunais, uma vez que o decreto nacional que regula o estado de alarme nacional em vigor só o permite a partir das 22h.

A maioria das regiões pede um acordo para alterar os regulamentos estatais e a possibilidade de um toque de recolher obrigatório regional mais prolongado, de mais horas e que não possibilite circular ou permanecer na via pública, a menos que haja uma causa justificada.

O ministro da Saúde, Salvador Illa, argumentou nesta segunda-feira que as medidas aplicadas pelas autoridades, cada vez mais drásticas, são suficientes para superar a terceira onda de infecções, mas que ainda é preciso esperar alguns dias para verificar os resultados, como aconteceu na segunda onda.

Enquanto isso, as autoridades mantêm, ampliam ou estudam aplicar mais limitações, como isolamentos regionais e municipais para evitar viagens desnecessárias e restrições rigorosas às relações sociais e à atividade e horários limitados para estabelecimentos comerciais e de lazer.

A região de Castela-Mancha, por exemplo, decidiu nesta segunda-feira antecipar o toque de recolher obrigatório para as 22h, para fechar todos os municípios e todos os hotéis e grandes centros comerciais, exceto as lojas que vendem produtos essenciais.

"Não temos mais escolha, não há alternativa", argumentou o presidente da região, Emiliano García-Page.

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