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Espanha diz que relação com Biden será mais "previsível", mas mantém cautela

Espanha diz que relação com Biden será mais "previsível", mas mantém cautela -                                 Foto: ANGELA WEISS / AFP
Espanha diz que relação com Biden será mais "previsível", mas mantém cautela Imagem: Foto: ANGELA WEISS / AFP

18/01/2021 22h51

A ministra das Relações Exteriores da Espanha, Arancha González Laya, afirmou nesta segunda-feira que a presidência de Joe Biden nos Estados Unidos, após a "caótica e imprevisível" gestão de Donald Trump, será mais "previsível", mas que "não dá para dizer que as coisas serão como antes".

Em discurso na conferência de embaixadores espanhóis realizada em Madri, González Laya disse que será preciso "repensar a relação entre os países".

De acordo com a ministra, a presidência de Trump "desafiou de diversas maneiras as regras do jogo nos âmbitos nacional e internacional, semeando incerteza".

González Laya disse que a gestão de Biden, que tomará posse na quarta-feira, será "mais previsível e mais multilateral", mais revelou que a cautela será mantida.

"Não devemos, ou melhor, não podemos, dar como certo que as coisas serão como eram antes. Precisamos repensar e, acima de tudo, dar um novo objetivo estratégico comum à relação transatlântica", analisou.

González Laya incentivou os embaixadores espanhóis a "recuperar" o terreno perdido no ano passado devido ao "recuo involuntário" causado pela pandemia, para que a Espanha possa "ganhar influência, visibilidade e reconhecimento" em nível diplomático.

Na área da imigração, González Laya expressou o desejo de "abrir espaços para a imigração regular" e que aqueles que querem ir para a Espanha o façam através da "porta principal de entrada".

De acordo com a ministra, a rota irregular e, especialmente, as máfias do tráfico de seres humanos "não serão toleradas" e as pessoas "voltarão aos países de onde saíram".

Em 2020, 41.861 imigrantes chegaram à Espanha ilegalmente por mar e terra, 29% a mais do que no ano anterior, principalmente devido à forte pressão migratória nas Ilhas Canárias, onde chegaram 23.023 pessoas, 756,8% a mais do que em 2019, de acordo com o Ministério do Interior espanhol.

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