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Diretor-geral da OMS lamenta desigualdade na aplicação de vacina entre países

18/01/2021 15h27

Genebra (Suíça), 18 jan (EFE).- O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou nesta segunda-feira que apenas 25 doses de vacina contra o novo coronavírus foram aplicados em países pobres

"O mundo está à beira de um catastrófico fracasso mortal, e o preço desse fracasso será pago com vidas e empregos nos países mais pobres", indicou o líder da agência, no discurso que abriu a reunião do Comitê Executivo da OMS, que se reunirá ao longo dos próximos nove dias.

Ao todo, 39 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus já foram aplicadas no planeta, o que significa que as 25 citadas por Tedros, todas na Guiné, segundo ele, representam 0,00006% do total.

O diretor-geral da OMS lembrou que na pandemia da gripe A, em 2009, os agentes imunizantes não chegaram até depois do fim da crise, e que os medicamentos para portadores do vírus HIV chegaram aos afetados nas nações pobres uma década depois do que nas ricas.

"A recente emergência de variantes do novo coronavírus, altamente contagiosa, faz que a distribuição rápida e igualitária das vacinas seja ainda mais importante", afirmou Tedros.

"Não seria justo que adultos jovens e saudáveis dos países ricos sejam vacinados antes que os trabalhadores de saúde e idosos nos países pobres", completou.

Tedros ainda garantiu que haverá doses para toda a população mundial, no entanto, cobrou que a humanidade atue como "uma grande família", para permitir a prioridade daqueles que estão em situação de risco maior.

Além disso, o diretor-geral da OMS lamentou que alguns países estejam dando prioridade a acordos bilaterais para a aquisição de vacinas, o que estaria encarecendo o preço das doses, o que também prejudica as nações mais pobres.

"Isso pode atrasar os envios da plataforma Covax", disse Tedros, em referência ao programa coordenado pela OMS para garantir um acesso igualitário às vacinas no mundo.

A OMS fixou como meta que, ainda em 2021, ao menos 20% da população tenha sido vacinada contra o novo coronavírus.

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