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1 mês

'Indisciplina' trava medidas anticovid, diz Mourão; 'Nunca fechamos, né?'

Vice-presidente citou "característica do povo" como dificuldade para possível lockdown ser respeitado - UESLEI MARCELINO
Vice-presidente citou "característica do povo" como dificuldade para possível lockdown ser respeitado Imagem: UESLEI MARCELINO
do UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

15/01/2021 11h15

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) declarou hoje que há uma dificuldade natural para impor medidas de restrição no Brasil por conta de uma "característica do povo". Segundo ele, "o nosso povo não tem essa imposição de disciplina", algo que não ocorreria em vários outros países que estão, frente a uma segunda onda da pandemia da covid-19, reativando esquemas de quarentena e até mesmo lockdown (fechamento total de atividades não essenciais).

Na visão do general, o Brasil "não fechou nunca", de fato, em referência aos primeiros meses da pandemia no ano passado.

"Nós estamos vivendo esse momento aí agora. A questão é que nós aqui não fechamos nunca, né? Essa é a realidade", comentou o vice na chegada a seu gabinete no Palácio do Planalto, em Brasília, na manhã de hoje.

"Tem que entender a característica do nosso povo. O nosso povo não tem essa imposição de disciplina. Em cima do brasileiro ela não funciona muito. Então, tem que saber lidar com essas características e buscar informar a população no sentido de que ela se proteja."

Mourão ressaltou que a adoção de ações restritivas (isolamento social, paralisação do comércio e outras) é uma responsabilidade que compete a estados e municípios — conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O vice adotou uma abordagem crítica aos governos locais, dizendo que estes "deveriam ter tomado as medidas necessárias no momento certo".

"Aí é um problema do governo do estado, da prefeitura... São eles que estão no terreno e deveriam ter tomado as medidas necessárias no momento certo."

O general, por outro lado, não quis encampar um discurso pró-lockdown e recuou ao ser questionado se a interrupção total das atividades seria uma alternativa eficiente na tentativa de conter o avanço da pandemia.

"Não é questão de lockdown. É uma questão de você comunicar para a população que ela tem que manter determinada regras no intuito de não contaminar em uma velocidade tal que o sistema de saúde não consiga conter."

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