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Snapchat decide banir permanentemente conta de Donald Trump

Aplicativo Snapchat bane Donald Trump permanentemente  - Isac Nóbrega/PR
Aplicativo Snapchat bane Donald Trump permanentemente Imagem: Isac Nóbrega/PR
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/01/2021 22h29

Após suspender momentaneamente a conta de Donald Trump da plataforma após o episódio da invasão no Congresso dos Estados Unidos, o Snapchat anunciou hoje a decisão de remover definitivamente o presidente do aplicativo. Em comunicado, a empresa afirma que a decisão foi feita visando "o melhor interesse da comunidade".

"No interesse da segurança pública, e com base em suas tentativas de espalhar desinformação, discurso de ódio e incitar a violência, que são violações claras de nossas diretrizes, tomamos a decisão de encerrar definitivamente sua conta", disse um porta-voz da empresa em um comunicado.

Semana passada, além de suspender por tempo indeterminado a conta de Trump, o Snapchat removeu todo o conteúdo da conta do presidente que apareceu na seção "Descobrir" do aplicativo. Em entrevista à CNBC, um porta-voz da empresa afirmou que, apesar Trump tivesse permissão para publicar conteúdo, as postagens eram rapidamente excluídas.

Agora, a conta de Trump ficará permanentemente retida e não conseguirá mais publicar conteúdo.

O Snapchat é mais uma plataforma que toma a decisão de restringir a conta do republicano após o ocorrido no Congresso semana passada. O Twitter também suspendeu permanentemente Trump, enquanto outras empresas, como o Facebook, o YouTube, e Twitch, restringiram o uso e as publicações do presidente dos Estados Unidos.

Presidente é acusado de incitar invasão ao Congresso

Donald Trump teve hoje o pedido de impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados. É a primeira vez da história que um mesmo presidente sofre dois pedidos de impeachment em um mesmo mandado. Apesar disso, o presidente deve continuar no cargo uma vez que é necessária a aprovação do Senado para que o afastamento seja confirmado.

Trump foi acusado pelos congressistas de "incitação à insurreição" após a invasão ao Capitólio no último dia 6, que deixou cinco mortos. O presidente incentivou que seus apoiadores marchassem a Washington na intenção de impedir a cerimônia que ocorria na data, de oficialização de Joe Biden como novo presidente do país.

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