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Portugal decreta novo lockdown para conter aumento de casos de Covid-19

13/01/2021 17h55

Portugal entrará em regime de lockdown a partir de sexta-feira (15). O parlamento aprovou nesta quarta-feira (13) a renovação do estado de emergência e decretou um confinamento parcial obrigatório para tentar conter a disparada no número de mortes e novos casos de Covid-19 no país. As medidas ficarão em vigor até o dia 30 de janeiro, podendo ser ampliadas se houver necessidade.

Portugal entrará em regime de lockdown a partir de sexta-feira (15). O parlamento aprovou nesta quarta-feira (13) a renovação do estado de emergência e decretou um confinamento parcial obrigatório para tentar conter a disparada no número de mortes e novos casos de Covid-19 no país. As medidas ficarão em vigor até o dia 30 de janeiro, podendo ser ampliadas se houver necessidade.

Cerca de oito horas depois da aprovação da renovação do estado de emergência pelo Parlamento, o premiê português, António Costa, anunciou as novas medidas para conter a propagação do coronavírus no país, que entram em vigor às 00h00 de sexta-feira.  "A regra essencial é ficar em casa", avisou o primeiro-ministro. Assim, Portugal regressa "ao dever de recolhimento domiciliário".

A circulação nas vias públicas só será permitida em casos como: buscar cuidados de saúde, dar apoio a terceiros, como a pessoas idosas, deslocamentos para estabelecimentos de ensino e locais de trabalho, quando não houver possibilidade de adoção do regime de atividade remota (home office).

A circulação também será permitida durante as eleições presidenciais marcadas para 24 de janeiro. Quem optar pelo voto antecipado, terá liberdade para ir ao local de votação já no próximo dia 17. Equipes apoiadas pela Administração Eleitoral e pelas forças de segurança estarão preparadas para recolher os votos nos lares de idosos (similares às Instituições de Longa Permanência para Idosos) e nas casas de quem estiver em isolamento.

O que funciona e o que fecha

Ao contrário o confinamento imposto na primeira fase da pandemia em Portugal, esse lockdown não será generalizado. Permanecerão abertos farmácias e supermercados. Cafés e restaurantes vão poder funcionar em regime de take away e entregas em domicílio. Os tribunais também vão continuar abertos, e os atendimentos com marcação nas repartições públicas vão ser mantidos. Os serviços religiosos não sofrerão restrição.

Durante a coletiva, António Costa não deu muitos detalhes, mas adiantou que na lista de estabelecimentos que serão obrigados a fechar estão lojas, academias, cabeleireiros e barbeiros. Quem tiver as atividades do seu negócio interrompidas poderá contar com apoio financeiro do Estado, desde que não dispense os trabalhadores.

O Governo vai manter abertos todos os estabelecimentos de ensino. "É um tema que divide a comunidade científica, mas une a comunidade educativa", ressaltou Costa, numa referência ao fato de muitos especialistas afirmarem que o fechamento das escolas ajudaria a reduzir a transmissão do vírus de forma mais acentuada.

Números alarmantes

O presidente português Marcelo Rebelo de Sousa disse que a renovação do estado de emergência tem um propósito "muito urgente e preciso: tentar conter e inverter o crescimento acelerado da pandemia, visível, nos últimos dias, em casos, internamentos, cuidados intensivos e, ainda mais, em mortos." Tratando-se de um país de pouco mais de 10 milhões de pessoas, os números são alarmantes.

De acordo com o boletim da Direção-Geral de Saúde, nas últimas 24 horas morreram mais 156 pessoas vítimas da Covid-19 em Portugal. Trata-se do maior número diário de óbitos desde o início da pandemia no país. Com a atualização dos novos dados, o total de vítimas fatais subiu para 8.236. Também há mais 10.556 novos casos confirmados de pessoas infectadas. Dos 4.240 doentes internados, 596 estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Ao comentar os números de óbitos, o primeiro-ministro português disse que "o preço que estamos a pagar nesta pandemia é insuportável". Ele afirmou que a situação "não é aceitável e temos de parar isso".

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