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Eduardo Paes elogia Luciano Huck e critica Sergio Moro e PDT

Eduardo Paes (DEM) elogiou Ciro Gomes, mas criticou decisões do PDT - Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
Eduardo Paes (DEM) elogiou Ciro Gomes, mas criticou decisões do PDT Imagem: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo
do UOL

Colaboração para o UOL

04/12/2020 08h44

Eduardo Paes foi eleito prefeito do Rio de Janeiro e faz parte de um partido que obteve importantes vitórias nas eleições municipais, o Democratas. Esses resultados aumentaram a relevância do posicionamento do DEM na eleição presidencial de 2022. Ao analisar possíveis candidatos, Paes elogiou o apresentador Luciano Huck, mas criticou o PDT e o ex-Ministro da Justiça Sergio Moro.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Paes comemorou os resultados das eleições municipais porque "a política venceu". E segundo ele, isso não é um problema para Luciano Huck, pois o apresentador reconhece a importância da política, apesar de ainda não estar dentro dela.

"Acho que o Luciano tem uma diferença nesse aspecto. Ele não nega a política. Não vejo nele um discurso de negação da política. Ao contrário. O Luciano tem uma característica que o distingue dos demais porque a atividade dele é de uma dimensão pública muito grande, portanto deu a ele holofotes da mídia, luzes, possibilidades de debates, de encontros com o diferente que não é o que acontece com todas as atividades profissionais que as pessoas desempenham na vida. Sempre entendia a política como meio de transformação. Sou testemunha disso porque ele se relacionava comigo institucionalmente, entendendo que o prefeito do Rio poderia melhorar a cidade em que ele mora com a mulher e os filhos dele. Acho que ele é um bom quadro (como candidato a presidente)", avaliou Paes.

O DEM não tem um posicionamento definido para 2022 e admite todas possibilidades, desde lançar um candidato próprio até se aliar com alguém da centro esquerda, como Ciro Gomes (PDT). Mas Paes não gosta desta possível aliança, pois não se entendeu com o partido no Rio de Janeiro.

"Gosto muito do Ciro, tenho uma relação excepcional com ele. Mas acho que o PDT, pelo menos aqui no Rio, deu todos os sinais de que não deseja uma política de aliança. Porque quem quer política de aliança se alia. O PDT perdeu duas oportunidades de mostrar que ia se aliar. Em 2018, lançou um candidato (o ex-deputado estadual Pedro Fernandes) só para ir contra mim, uma pessoa fora de seus quadros. Em 2020, tudo bem, uma pessoa de seus quadros (a deputada estadual Martha Rocha), mas também não entendeu a possibilidade de uma aliança. Quem tem esse tipo de atitude como partido - não o Ciro, mas o partido - é porque não quer aliança. Se depender de mim, dentro do Democratas, a candidatura do Ciro, a candidatura do PDT, vamos chamar assim, não vai ter nenhum grau de simpatia porque eles não querem aliança. Eles querem saber deles", anunciou Paes.

Outro que já foi cogitado como possível candidato do DEM é o ex-Ministro da Justiça, Sergio Moro. Mas Paes criticou as decisões recentes do ex-juiz, que foi para o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e depois entrou para uma empresa que atende a Odebrecht. O prefeito eleito do Rio falou sobre isso quando foi perguntado sobre o que o surpreendeu na política recentemente.

"Eu diria que a ida do Moro para o governo Bolsonaro, eu achei absurda. No mínimo é um erro político", afirmou Paes, que depois completou: "Esse negócio dessa empresa dele aí... Devia ter tomado esse cuidado, né. Esse negócio de os caras, os advogados, sei lá, trabalharem para a Odebrecht, OAS. Devia ter tomado um cuidado. Parece que sim (que não considera se candidatar a presidente) ou pelo menos não teve o cuidado. Como já não teve ao ir para o governo Bolsonaro, depois de ter prendido o principal adversário do Bolsonaro", concluiu Paes.

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