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SP: mulher vira ré por ataque em padaria; Justiça mantém prisão domiciliar

Mulher agride jovem em padaria de São Paulo - Reprodução/Facebook
Mulher agride jovem em padaria de São Paulo Imagem: Reprodução/Facebook
do UOL

Felipe Munhoz

Colaboração para o UOL, em Lençóis (BA)

03/12/2020 14h17Atualizada em 03/12/2020 14h48

A Justiça de São Paulo acatou um pedido do Ministério Público (MP-SP) e tornou ré a mulher que foi flagrada fazendo ataques preconceituosos em uma padaria da capital paulista, no dia 20 de novembro. Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, foi denunciada pela promotora Martha de Camargo Duarte Dias por injúria racial, lesão corporal e homofobia.

Em seu despacho, a juíza Carla de Oliveira Pinto Ferrari, da 20ª Vara Criminal, no Fórum da Barra Funda, também manteve a prisão domiciliar da acusada, apesar de a defesa ter alegado que a ré apresenta "insanidade mental".

O UOL entrou em contato com a defesa de Lidiane, que afirmou que a "defesa não falará até decisão final do processo".

"Quanto à alegada insanidade mental da ré em fase de inquérito, reputa-se prematura a instauração do respectivo incidente, na medida em que a maior parte dos documentos trazidos pela defesa da ré aos autos refere-se a receituários cujo conteúdo está ininteligível, sendo que alguns sequer estão datados", ressaltou a juíza, na decisão publicada na terça-feira (1).

A magistrada também destacou que o único laudo médico que, "sequer apresenta diagnóstico", apresenta data de 2016.

"O relatório também está ininteligível, não sendo possível nem mesmo identificar-se a data. Assim, por ora, este Juízo não tem elementos concretos que sinalizem para a adequação da instauração de incidente de insanidade mental", reiterou Ferrari.

A reportagem contatou o MP para comentar a decisão, que afirmou que a promotora Martha de Camargo Duarte Dias "prefere não se manifestar no momento".

Lidiane alega problema de saúde

Em entrevista ao UOL no dia 22 de novembro, Lidiane disse que a confusão começou quando dois clientes foram filmá-la, "apenas por provocação". Porém, novos vídeos divulgados pela padaria mostram que, antes disso, ela também havia tratado mal os funcionários.

A coordenadora de marketing da padaria Dona Deôla, Carolina Mirandez, disse que Lidiane era uma cliente que costumava criar problemas no local.

Em sua defesa, a ré afirmou que tem problema de saúde. "Eu tenho bipolaridade. Chega uma hora que eu não aguento. Foi uma crise de bipolaridade. E ainda estou tendo crise. Minha mão não para de tremer. Eu sou inválida. Quando tem provocação, acabo perdendo a cabeça. Mas pedi desculpas. Falei coisas que não queria, que não sinto isso", afirmou Lidiane.

Relembre o caso

Lidiane, que diz ser advogada — a OAB negou que tenha qualquer registro dela no sistema —, apareceu em diversos vídeos que viralizaram nas redes sociais. No começo ela reclama da comida e trata mal os funcionários da padaria, inclusive com ofensas homofóbicas.

Na sequência, ela passa a discutir com dois clientes e até agride um deles fisicamente, além de fazer novas ofensas preconceituosas.

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