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Cametá: Helder diz que bando não concluiu roubo e tem relação com facção

do UOL

Do UOL, em São Paulo

02/12/2020 13h44Atualizada em 02/12/2020 17h22

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse hoje que a quadrilha que levou pânico à cidade de Cametá (PA) não conseguiu concluir o roubo a uma agência bancária do Banco do Brasil porque cometeu um erro durante a ação. Barbalho também antecipou que as investigações preliminares apontam relação do bando com facções que comandam o narcotráfico, muito provavelmente de outros estados brasileiros.

Após se deslocar à cidade, que fica a 235 km de Belém, na manhã de hoje, o governador afirmou que conversou com o gerente da agência que foi alvo dos criminosos. Uma pessoa morreu e outra ficou ferida na ação dos bandidos nesta madrugada.

"A quadrilha não obteve êxito no momento da incursão interna, ela acabou errando o cofre e não levando nenhum valor da agência. Já temos imagens que levam a crer serem de pessoas suspeitas", disse Barbalho em entrevista à GloboNews.

cametá - Divulgação/Governo do Pará - Divulgação/Governo do Pará
Agência do Banco do Brasil em Cametá ficou destruída após assalto
Imagem: Divulgação/Governo do Pará

O governador paraense informou que a polícia trabalha com duas linhas de investigação e já localizou dois veículos utilizados pela quadrilha na ação. Um deles estava submerso e ambos serão periciados.

Segundo o governo paraense, foram encontrados em buscas na BR 422 uma caminhonete e um carro submerso no rio Itaperuçu, ambos com explosivos dentro. Moradores da região informaram que viram os criminosos pela última vez no km 90 da rodovia. A suspeita é de que eles tenham fugido para uma área de mata próxima.

Assim como o assalto semelhante realizado ontem em Criciúma (SC), a ação em Cametá também tem suspeita de envolvimento de facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando do Capital).

"Dentro da investigação, sim, tem envolvimento com quadrilhas que atuam no narcotráfico, que atuam em outras modalidades de crimes, muito provavelmente pessoas de outro estado, seja pelo sotaque, seja pelas informações trazidas pelos reféns no momento que os usaram de escudo humano", afirmou Barbalho.

Da mesma maneira como foi o assalto em Criciúma, a quadrilha que agiu em Cametá também fez reféns para dificultar a aproximação da polícia e se utilizou de explosivos, além de forte armamento.

2.dez.2020 - Governador do Pará, Helder Barbalho (PA), verifica o estado em que ficou agência assaltada em Cametá - Dvulgação/Governo do Pará - Dvulgação/Governo do Pará
Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), verifica o estado em que ficou agência assaltada em Cametá
Imagem: Dvulgação/Governo do Pará

Escolha por Cametá

Barbalho elencou alguns motivos possíveis para os bandidos terem escolhido Cametá como alvo para a ação. Segundo o governador, a cidade tem uma característica geográfica importante, de ser rodeada por rios e estradas, o que facilitaria a fuga dos criminosos.

"Esta é uma cidade com cerca de 140 mil habitantes que fica cercada, além de estradas, por rios. Isso talvez seja um fator que imagine a quadrilha facilitar na logística de evacuação. Por isso estamos com estrutura área para que facilite a captura desses bandidos", afirmou o governador.

O governo estadual afirmou que o assalto foi o terceiro do tipo este ano no Pará, em um tipo de ação que ficou conhecida como "novo cangaço". Já houve crimes do tipo nas cidades de Ipixuna do Pará e São Domingos do Capim. A gestão de Barbalho diz que os casos foram solucionados e 36 pessoas envolvidas em ações do tipo foram presas em 2020.

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