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Parceria Raízen-Femsa abrirá 1ª loja de rede de varejo mexicano OXXO

Gigante do varejo mexicano abriu sua primeira loja no Brasil - Reprodução/Facebook/consulmex-São-Paulo
Gigante do varejo mexicano abriu sua primeira loja no Brasil Imagem: Reprodução/Facebook/consulmex-São-Paulo

Paula Arend Laier

Da Reuters, em São Paulo

30/11/2020 16h14

O Grupo Nós, joint venture entre a brasileira Raízen e a mexicana Femsa, irá abrir nesta terça-feira (1) em Campinas (SP) a primeira loja da rede de varejo OXXO no Brasil, com planos de estrear na capital paulista até o segundo trimestre de 2021.

A Raízen atualmente opera lojas de conveniência na rede de postos de combustível Shell no país e a abertura de lojas da rede mexicana OXXO marca a entrada da empresa no segmento de varejo de proximidade, que segundo o presidente-executivo do Grupo Nós, Rodrigo Patuzzo, ainda é pouco desenvolvido no Brasil.

"É um mercado que tem potencial muito grande", afirmou o executivo, acrescentando que, no Brasil, o segmento ainda é muito pulverizado, diferente de outros países em que já é bastante desenvolvido. No país, a rede OXXO vai enfrentar no segmento grupos como GPA e Carrefour Brasil.

Os planos da companhia envolvem a abertura de cinco lojas da OXXO em Campinas até dezembro, para passar a expandir a rede em outras praças em 2021.

"Temos um sócio que já opera 19 mil lojas OXXO na América Latina...que está trazendo seu sistema de trabalho, conexão de processos, know how de logística fracionada, um conhecimento comercial", disse Patuzzo sobre a Femsa.

As companhias anunciaram a joint venture em agosto do ano passado, com a Femsa pagando por 561 milhões de reais pela participação. A Raízen, maior produtora de açúcar e etanol do Brasil, atuando também em distribuição de combustíveis, é uma joint venture entre a Cosan e a Shell.

A primeira loja OXXO em Campinas será aberta com área de vendas de 100 metros quadrados e oferta de produtos que incluem itens de padaria, bebidas e aperitivos. A unidade ocupa o endereço de uma padaria que funcionou por décadas e encerrou sua operação durante a pandemia.

De acordo com Patuzzo, outro mercado OXXO abrirá ao público já na próxima semana e outras lojas até o final do ano. Segundo ele, no total, há 15 estabelecimentos da rede em construção na cidade. Ele não deu projeções de faturamento, mas afirmou que uma unidade exige aproximadamente 750 mil reais em investimentos, incluindo o capital de giro.

Além de Campinas e São Paulo, os planos de expansão contemplam negociações para aberturas em Jundiaí e Sorocaba, com a estratégia de abertura começando no Estado de São Paulo, mas com meta de já nos primeiros anos entrar em outras cidades da região Sudeste e no Paraná.

"Se tudo der certo, em outubro do próximo ano já vamos colocar um pezinho no nosso segundo Estado", afirmou o executivo, sem detalhar.

Para o ano ente abril de 2020 e março de 2021, o Grupo Nós projeta a abertura de 190 lojas próprias das marcas OXXO e Shell Select (conveniência) no país, número que deve acelerar ainda mais no exercício seguinte. Patuzzo, contudo, preferiu não dar números, citando que o plano ainda não foi aprovado.

Em três anos, o grupo estima abertura de cerca 500 lojas próprias, incluindo as bandeiras Select e OXXO. A Select já tem em operação 1.100 lojas no país.

Além das unidades de rua, a estratégia do grupo contempla colocar mercados OXXO em shopping centers, hospitais, universidades e até condomínios, entre outros locais.

"Nós estamos fazendo parceria com fundos imobiliários para entrar na capital de São Paulo em alguns empreendimentos interessantes", adiantou o executivo.

Boa parte dos produtos das lojas próprias deve vir de um centro de distribuição inaugurado em novembro em Cajamar (SP), com área de 7 mil metros quadrados, que, segundo o executivo, deve suportar a operação até março de 2022. Outros CDs também estão nos planos do grupo, conforme for ocorrendo a expansão da empresa.

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