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Na Alemanha, os mercados de Natal se adaptam à pandemia

29/11/2020 12h02

Landshut, Alemanha, 29 Nov 2020 (AFP) - No mercado de Natal de Landshut, no sul da Alemanha, não falta o essencial, como a neve artificial, o vinho, os doces e a música kitsch, mas este ano os clientes devem fazer as compras sem sair do carro.

Ao anoitecer, este "drive-in" atrai dezenas de veículos cujos ocupantes esperam pacientemente que um funcionário de máscara e com o típico chapéu de Natal faça o sinal até sua janela para entregar um menu que oferece panquecas, salsichas ou castanhas quentes.

Uma vez feito o pedido, ainda podem parar em um posto de gasolina para saborear um algodão doce ou um pão de mel no formato de um coração.

"Nos inspiramos nas redes fast-food", disse sorridente, Patrick Schmidt, de 31 anos, organizador do mercado e proprietário do restaurante Zollhaus Landshut.

"Queríamos recriar um pouco da atmosfera natalina, mesmo que neste ano seja mais complicado".

- "Tempos difíceis" -Para Schimdt, o mercado é uma ajuda para seu negócio neste "tempos difíceis".

Desde o início de novembro, os restaurantes e bares estão fechados na Alemanha para combater a pandemia da covid-19. Só está autorizada a venda de comida para levar.

As restrições, que acabaram sendo prorrogadas até janeiro, também afetam outros 3.000 mercados natalinos que são organizados a cada ano.

Uma perda significativa de receita para a maioria das grandes cidades alemãs, que cancelaram as feiras pelo temor de mais contaminações.

Estes mercados, que surgiram no século XV, nasceram na Alemanha com o nome de Mercado de São Nicolau e viraram uma instituição do país.

Quase 160 milhões de pessoas os visitam a cada ano e um cliente gasta 18 euros em média, segundo a união alemã de expositores.

- 500 carros em um dia -Aberto desde meados de novembro, o mercado de Landshut é notícia na imprensa local e atrai muita gente.

"No sábado passado tivemos 500 carros", disse Patrick Schmidt.

O vinho quente, servido em copos térmicos, não é a única coisa que atrai os clientes, eles geralmente vêm com suas famílias.

"Estou aqui para apoiar os restaurantes, porque sinto falta deles", explica Markus Renneke, de 55 anos, que veio com sua esposa. "É uma grande ideia".

"Tem que ter um pouco de tempo e os postos que vendem algo que não seja comida estão desaparecendo, mas tudo bem", disse Sandra, ao volante de seu carro, acompanhada de sua filha, enquanto uma garçonete trazia seus dois sanduíches de salsicha grelhada.

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