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Europa supera 400.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus

29/11/2020 15h52

Paris, 29 Nov 2020 (AFP) - A Europa, segunda região do mundo mais afetada pela pandemia, superou no sábado a marca de 400.000 mortes provocadas pelo novo coronavírus, no momento em vários países flexibilizam as restrições, com o desejo de recuperar parte da normalidade até o Natal.

Segundo um balanço atualizado pela AFP na manhã deste sábado, com base em dados oficiais dos países, a Europa registra desde o início da pandemia 401.516 vítimas fatais (e 17.634.090 contágios), atrás da América Latina e Caribe (444.036 mortes e 12.825.611 casos).

Nos últimos sete dias, o continente registrou mais de 36.000 mortes, o balanço mais grave em uma semana desde o início da pandemia, no começo do ano.

No total, dois terços dos óbitos na região aconteceram no Reino Unido (57.551), Itália (53.677), França (51.914), Espanha (44.668) e Rússia (39.068).

Apesar dos números, preocupantes em seu conjunto, a situação melhorou na maioria dos países, que parecem ter superado o pico da segunda onda.

Neste sábado, os estabelecimentos comerciais reabriram as portas na França e Polônia, com protocolos rígidos de saúde, que incluem a limitação do número de clientes nas lojas, por exemplo.

Nas famosas Galeries Lafayette de Paris, um grande centro comercial da cidade, as portas abriram às 10H00 e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

Nas famosas Galeries Lafayette, em Paris, no centro da capital, as portas abriram às 10h e os vendedores receberam os primeiros clientes com aplausos.

"Prefiro evitar a internet, vou comprar as coisas nas lojas. Precisam de nós", disse Anne Dubois, uma das primeiras clientes a entrar.

Irlandeses e belgas terão que esperar até terça-feira, 1º de dezembro, para retornar às lojas.

"Os esforços e os sacrifícios de todos funcionaram e salvamos vidas", afirmou o primeiro-ministro irlandês Micheal Martin.

- Longos meses de inverno -Na Alemanha, as restrições talvez prossigam até a primavera (hemisfério norte, outono no Brasil), advertiu neste sábado o ministro da Economia, Peter Altmaier.

"Temos três ou quatro longos meses de inverno pela frente. Tudo dependerá da chegada das vacinas, mas é possível que as restrições sejam prolongadas durante os primeiros meses de 2021", disse o ministro ao jornal Die Welt.

A Alemanha, considerada durante a primeira onda um exemplo de gestão, foi atingida com força pela segunda e registra mais de 15.500 mortes por covid-19.

No Reino Unido, Gales vai reforçar as restrições nos pubs e restaurantes antes do Natal. Na Inglaterra, incluindo Londres, os 56 milhões de habitantes continuarão vivendo sob importantes restrições quando o segundo confinamento terminar ao final da próxima semana.

Na capital britânica, houve protestos neste sábado contra as restrições e a polícia prendeu mais de 60 pessoas.

Centenas protestavam contra as medidas, gritando "liberdade" e exibindo cartazes que diziam "parem de nos controlar". Algumas destas manifestações foram marcadas por incidentes.

Em uma tentativa de contornar as restrições impostas pelo governo, alguns comerciantes britânicos utilizam a Carta Magna, texto fundador da democracia moderna, como justificativa para permanecerem abertos, apesar da discordância da polícia.

Por exemplo, Sinead Quinn, cabeleireira de Bradford, norte do país, que invocou a Carta Magna para se opor ao fechamento de seu negócio durante o confinamento e já recebeu multas no valor de 17.000 libras (22.000 dólares).

"Não estou violando nenhuma lei. Administro meu negócio com base no direito comum", afirma em um vídeo publicado nas redes sociais.

- Recorde de contágios no México -Em todo o mundo foram registrados oficialmente mais de 60 milhões de casos de covid-19 desde o início da pandemia, com mais de 1,4 milhão de mortes.

Do outro lado do Atlântico, na América Latina, o México registrou na sexta-feira 12.081 novos casos de covid-19, um recorde, que eleva o total de contágios a 1.090.675.

Nas últimas 24 horas o país contabilizou 631 mortes e agora o balanço total é de 104.873 vítimas fatais.

Há "um novo aumento (dos contágios), aqui há um alerta detectado" nas últimas duas semanas, disse durante coletiva de imprensa Ricardo Cortés, diretor-geral de promoção da saúde.

O Peru prorrogou por 90 dias, até o início de março de 2021, o estado de emergência sanitário pela pandemia, mas o governo flexibilizou algumas restrições após a redução, lenta mas constante, de contágios e mortes.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru registra 35.780 óbitos por covid-19, a segunda maior taxa de mortalidade do mundo na proporção à população.

Em toda a América Latina e no Caribe já foram registrados 444.036 mortos pela covid-19 e mais de 12,8 milhões de contágios, segundo cifras oficiais.

Nos Estados Unidos, país com o maior número de mortes (264.866), a situação de saúde fez com que a 'Black Friday', dia das grandes ofertas no comércio, não registrasse multidões nas lojas.

Mas as vendas pela internet explodiram e atingiram 6,2 milhões de dólares por minuto na sexta-feira, para o total de 4,5 bilhões de dólares no dia.

Em Los Angeles, as autoridades decidiram proibir a partir de segunda-feira e por pelo menos três semanas as reuniões públicas e privadas, exceto as motivadas por fins religiosos ou de protesto, para frear o avanço da covid-19. A cidade registra a média de 4.500 novos casos diários de covid-19.

San Francisco também vai impor novas restrições a partir de segunda-feira. "Não sei como ser mais claro. É o período mais perigoso que enfrentamos durante esta pandemia", afirmou o prefeito London Breed no Twitter.

Na Índia, o segundo país mais afetado pela pandemia depois dos Estados Unidos, e que superará os 10 milhões de casos no começo de dezembro, o maior fabricante de vacinas por volume, o Serum Institute of India, informou neste sábado que pedirá uma licença de emergência para uma vacina contra o novo coronavírus dentro de duas semanas.

A gigante sediada em Pune poderá produzir, a partir do começo de 2021, pelo menos 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Astrazeneca e a Universidade de Oxford.

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