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Papa alerta que Igreja 'não é mercado nem partido político'

25/11/2020 11h28

VATICANO, 25 NOV (ANSA) - O papa Francisco afirmou nesta quarta-feira (25) que a Igreja Católica não poder ser considerada um mercado, um grupo de empresário ou um partido político, porque é apenas "a obra do Espírito Santo".   

A declaração foi dada durante a tradicional audiência geral celebrada sem público na biblioteca do Palácio Apostólico, por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).   

"Às vezes sinto uma grande tristeza quando vejo alguma comunidade que, com boa vontade, segue o caminho errado, porque pensa de fazer a Igreja uma reunião como se fosse um partido político", afirmou.   

O Pontífice dedicou a catequese às orações e explicou que existem quatro coordenadas essenciais para que a Igreja não se torne algo sem fundamento: escutar os ensinamentos dos apóstolos, cuidar da comunhão mútua, compartilhar o pão e a oração.   

"A Igreja torna-se uma sociedade humana, um partido político, as mudanças são feitas como se fosse uma empresa, mas não há o Espírito Santo", afirmou o argentino.   

Segundo Jorge Bergoglio, para avaliar uma situação eclesial ou não, é preciso questionar sobre como se desenvolve a vida nessas características: pregação, vida comunitária, oração, eucaristia.   

"O que não está dentro dessas coordenadas carece da virtude do ser eclesial. É como uma casa construída em cima de areia", enfatizou.   

O Pontífice ainda citou uma frase do papa emérito Bento XVI e sinalizou que a Igreja "não cresce por proselitismo". "A Igreja não cresce fazendo proselitismo, cresce por atração. Se falta o Espírito Santo, que é o que atrai Jesus, ali não há Igreja. Há um lindo clube de amigos, bom, com boas intenções, mas não há Igreja".   

Por fim, Francisco disse que "é Deus quem faz a Igreja" e é a palavra Dele que faz os "nossos esforços terem sentido". "É na humildade que se constrói o futuro do mundo". (ANSA)
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