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Biden recebe apelo por renovação do tratado de armas EUA-Rússia por 5 anos sem condições

O presidente eleito dos Estados Unidos Joe Biden fala durante um evento de anúncio do gabinete em Wilmington - Chandan Khanna/AFP
O presidente eleito dos Estados Unidos Joe Biden fala durante um evento de anúncio do gabinete em Wilmington Imagem: Chandan Khanna/AFP

Jonathan Landay e Arshad Mohammed

Da Reuters, em Washington (EUA)

25/11/2020 20h38

Defensores do controle de armas estão pedindo a Joe Biden que prorrogue por cinco anos o último tratado russo-americano que limita a implantação de armas nucleares estratégicas, mas alguns especialistas argumentam que o presidente eleito dos EUA deveria acordar um período mais curto para manter a pressão sobre Moscou.

Ao assumir o cargo em 20 de janeiro, Biden enfrenta uma decisão imediata sobre a extensão do pacto New START 2010, que, caso não seja renovado, expira 16 dias depois, liberando Washington e Moscou para implantar um número ilimitado de ogivas nucleares estratégicas e os mísseis, submarinos e bombardeiros para lançá-las.

"Assim como uma ação contundente é necessária para combater a mudança climática e a pandemia da covid-19, uma liderança americana imediata, inteligente e corajosa é necessária para reduzir a ameaça de catástrofe nuclear", escreveram duas dezenas de grupos de controle de armas, defesa do meio ambiente e outros em uma carta de 19 de novembro para a equipe de transição de Biden vista pela Reuters.

Muitos especialistas temem que o fim do New START possa alimentar uma corrida armamentista nuclear e intensificar a tensão EUA-Rússia já no seu pior momento desde o fim da Guerra Fria em 1991, afetada pela anexação da Crimeia pela Rússia, suposta interferência —negada por Moscou— nas eleições norte-americanas de 2016 e disputas de controle de armas.

A equipe de transição de Biden se negou a responder a uma solicitação de comentário sobre a carta.

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