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Em meio a transição polêmica, Trump participa de cerimônia com peru

24.nov.2020 - Trump participa de cerimônia de Ações de Graça, na Casa Branca - Reprodução
24.nov.2020 - Trump participa de cerimônia de Ações de Graça, na Casa Branca Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em São Paulo

24/11/2020 17h02

Um dia após a GSA (Administração de Serviços Gerais, na sigla em inglês) autorizar o início do processo de transição entre os governos de Donald Trump e Joe Biden, o presidente americano participou de uma cerimônia do dia de Ação de Graças na Casa Branca.

Sem comentar sobre o resultado das eleições, o presidente fez um discurso relembrando a tradição da Casa Branca de perdoar um peru. Segundo o presidente, a prática começou ainda na época de Abraham Lincoln. Na tradição, o presidente tem o "poder" de poupar um dos dois animais.

Em seu discurso, Trump também agradeceu aos profissionais que trabalharam contra o novo coronavírus. O presidente voltou a se referir à covid-19 como o "vírus chinês".

"Agradecemos também pelas vacinas, que estão vindo agora uma atrás da outra. É uma grande conquista médica", afirmou Trump. "Nossa eterna gratidão também aos médicos, enfermeiros, profissionais da saúde e cientistas que travaram a batalha contra o vírus chinês".

O presidente também ressaltou que as primeiras vacinas devem chegar aos Estados Unidos na próxima semana ou na semana seguinte. "É um sentimento incrível. Logo, as vacinas e terapias vão acabar com a pandemia".

Hoje, autoridades norte-americanas confirmaram o plano de distribuir 6,4 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech contra a covid-19 após liberação para uso emergencial, que deve acontecer logo após o dia 10 de dezembro.

A cerimônia acontece em meio a uma transição polêmica de governo. Mesmo com o aval da GSA e a oficialização da vitória de Biden nos estados, a campanha de Donald Trump anunciou que continuará a contestar os resultados.

Sem provas, o presidente e equipe vem acusando as eleições americanas de fraude. O republicano chegou a entrar com ações judiciais em mais de um colégio eleitoral para recontagem dos votos.

Mais cedo, nas redes sociais, o presidente eleito Joe Biden pediu para que os americanos deixam o partidarismo de lado. "As eleições acabaram. Temos que estar juntos", defendeu ele.

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