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MS: Mulher diz que matou e ateou fogo em chargista que estava desaparecido

O chargista Marcos Antônio Rosa Borges, 54 anos, foi assassinado em MS - Arquivo Pessoal
O chargista Marcos Antônio Rosa Borges, 54 anos, foi assassinado em MS Imagem: Arquivo Pessoal
do UOL

Aline Oliveira

Colaboração para o UOL, em Campo Grande (MS)

24/11/2020 20h27

O corpo do chargista Marco Antônio Rosa Borges, 54 anos, foi encontrado pela polícia. Ele estava desaparecido desde sábado (21), quando foi visto pela última vez perto da sua casa em Campo Grande (MS). A namorada do chargista, Clarice Silvestre, 44 anos, confessou hoje para uma equipe da Polícia Militar da cidade de São Gabriel do Oeste que cometeu o crime.

Ela detalhou que teria matado a vítima com golpes de faca. Em seguida, esquartejado o corpo e o acondicionado em três malas, ateando fogo em seguida.

A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH) foi acionada após o depoimento e indicação da suspeita sobre o local onde deixou o corpo. A equipe composta por policiais civis, militares e peritos encontrou as malas no terreno de uma casa desabitada, localizada no bairro Jardim Corcovado, região sul de Campo Grande.

Os policiais não tiveram dificuldade para encontrar o corpo e o delegado Carlos Delano, da DEH, informou que a suspeita não se preocupou em esconder vestígios do crime. Na área indicada, a equipe encontrou um corpo com braços e pernas, além da pélvis separada do corpo.

No depoimento prestado aos policiais militares de São Gabriel do Oeste, Clarice disse que cometeu o crime após ter sido agredida por Marco Antônio com bofetadas no rosto. Ela então teria empurrado a vítima, que estava próxima a uma escada e desmaiou ao bater a cabeça.

Na sequência, ela teria esfaqueado a Marco Antônio e saído do local. Ao retornar, a namorada do chargista declarou que esquartejou e colocou as partes em três malas e contou com ajuda de um conhecido para se livrar do corpo.

A suspeita informou que o homem que a ajudou não sabia sobre o homicídio e apenas transportou os volumes até o terreno. Algumas horas depois, Clarice retornou sozinha e ateou fogo no corpo.

Comoção

Marco Antonio era chargista e desenhista profissional com vasta experiência na imprensa de Mato Grosso do Sul. Desde 2006 atuava como colaborador no jornal O Estado e é lembrado por colegas e amigos pelo talento e por ser uma pessoa tranquila e amigável.

A suspeita chegou por volta de 18 horas em Campo Grande e estava prestando depoimento aos policiais civis até o fechamento do texto.

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