PUBLICIDADE
Topo

Notícias

Índia será prioridade para vacina AstraZeneca/Oxford, segundo Serum Institute

Índia será prioridade para vacina AstraZeneca/Oxford, segundo Serum Institute - Sajjad Hussain/AFP
Índia será prioridade para vacina AstraZeneca/Oxford, segundo Serum Institute Imagem: Sajjad Hussain/AFP

23/11/2020 19h16

Nova Délhi, 23 Nov 2020 (AFP) - A Índia terá a prioridade na distribuição da futura vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, disse hoje o maior fabricante de vacinas do mundo em volume, o Serum Institute of India (SII).

De acordo com o diretor geral do SII, Adar Poonawalla, o laboratório indiano já produziu 40 milhões de doses desta vacina.

"Até janeiro, devemos ter pelo menos 100 milhões de doses, porque já produzimos 40 milhões", afirmou Poonawalla, filho do fundador da empresa, à rede de televisão NDTV.

O Serum Institue fechou acordo em agosto com a Aliança das Vacinas (Gavi) para produzir até 100 milhões de doses de duas potenciais vacinas, uma delas desenvolvida pela AstraZeneca e outra pela americana Novavax.

Poonawalla disse que espera que cerca de 90% das doses do SII sejam vendidas ao governo indiano por cerca de 250 rúpias (3 dólares) por unidade.

"A maior parte desses 90% das doses irá para o governo indiano e talvez 10% para o mercado privado a um preço mais alto (1.000 rúpias)", explicou.

"Esperamos a licença de uso emergencial, que deve nos permitir começar a distribuir as doses até o final de dezembro ou em janeiro", acrescentou.

A AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram hoje que desenvolveram uma vacina com eficácia média de 70%, que pode chegar a 90% em alguns casos. A AstraZeneca afirmou que planeja produzir até 3 bilhões de doses da vacina em 2021.

O ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, disse nesta segunda-feira que espera que entre 250 e 300 milhões de indianos sejam vacinados até o fim de setembro de 2021.

A Índia é o segundo país mais afetado pela pandemia no mundo, atrás dos Estados Unidos, com mais de 9,1 milhões de casos confirmados de covid-19.

Notícias