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França detecta pela primeira vez coronavírus em fazenda de visons

22/11/2020 13h54

A França detectou pela primeira vez o vírus da Covid-19 em uma criação de visons localizada no departamento de Eure-et-Loir, a 120 km de Paris. O Ministério da Agricultura ordenou o abate de mil animais.

A França detectou pela primeira vez o vírus da Covid-19 em uma criação de visons localizada no departamento de Eure-et-Loir, a 120 km de Paris. O Ministério da Agricultura ordenou o abate de mil animais.

Testes realizados há alguns dias nas quatro criações de visons existentes na França revelaram que uma das fazendas estava contaminada, enquanto uma segunda deu negativo para o vírus. As autoridades francesas aguardam os resultados dos exames feitos nas outras duas propriedades. Nenhum cuidador dos animais desenvolveu a Covid-19.

O governo francês afirma que desde maio reforçou as medidas de prevenção e de monitoramento dessas produções, depois de ser alertado pelo governo da Holanda. A descoberta recente de uma mutação do coronavírus transmissível aos humanos em fazendas de visons da Dinamarca, Holanda e Suécia, além de casos isolados na Grécia, Itália e Espanha, tem provocado o abate de milhares desses animais.

Na Dinamarca, onde 17 milhões do pequeno mamífero estão sendo mortos, o governo enfrenta uma crise política pela oposição dos produtores. Também houve registros de casos nos Estados Unidos.

O vison pode de fato contrair a doença e reinfectar pessoas. É a única espécie conhecida até agora por ser fonte de contaminação interespécies, neste caso para humanos e gatos, lembrou a Agência Nacional de Segurança Sanitária francesa num parecer divulgado recentemente. Por outro lado, a agência destacou que os visons não desempenharam um papel relevante na disseminação da Covid-19.

Na Europa, a produção desse mamífero, proveniente da América do Norte, é usada para a fabricação de casacos de pele, bolsas e na indústria da beleza.

O governo francês anunciou recentemente a intenção de fechar nos próximos cinco anos as quatro unidades de criação existentes no país. Elas abrigam 15 milhões de animais.

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