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Trump anuncia medida sobre remédios e volta a ignorar vitória de Biden

Presidente americano segue afirmando que saiu vencedor no pleito presidencial - CARLOS BARRIA/REUTERS
Presidente americano segue afirmando que saiu vencedor no pleito presidencial Imagem: CARLOS BARRIA/REUTERS
do UOL

Do UOL, em São Paulo

20/11/2020 18h38

O presidente americano Donald Trump fez um pronunciamento ao vivo hoje para anunciar uma medida que visa baratear o custo de remédios nos Estados Unidos. Assim como tem feito desde que foi derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições presidenciais, Trump voltou a ignorar a vitória do adversário e chegou a afirmar que foi o real vencedor da disputa.

O republicano, que tem se recusado a cooperar com a equipe de transição de Biden, decidiu aproveitar os últimos meses de governo para anunciar uma medida polêmica, que vai de encontro com os interesses da indústria farmacêutica.

Trump quer deixar em vigor duas novas legislações que têm como objetivo baratear o custo de medicamentos prescritos dentro do Medicare, o sistema de saúde público americano destinado a idosos com 65 anos ou mais.

A primeira delas estabelece que o programa de saúde pague pelos medicamentos o preço mais baixo pago entre um grupo de países economicamente avançados, conhecido como "nações mais favorecidas". Já a segunda estabelece que os próprios pacientes do Medicare sejam favorecidos com descontos na compra de remédios, benefício esse que hoje passa por intermediários do sistema.

Ambas as medidas devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022, mas Trump reconheceu que não pode garantir que Biden as mantenha, numa rara admissão de que vai deixar a Casa Branca em breve.

"Eu só espero que eles [próximo governo] mantenham. Espero que tenham a coragem de manter", disse Trump, alegando possível pressão dos laboratórios. "As empresas farmacêuticas não gostam muito de mim. Mas tínhamos que fazer isso", afirmou o presidente ao anunciar a medida.

Trump segue firme no discurso de que as eleições foram fraudadas e se recusa a admitir a vitória de Biden. No entanto, o Partido Republicano não tem conseguido provar as supostas fraudes na contagem de votos nos estados, que renderam o triunfo do democrata no Colégio Eleitoral.

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