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Ministro da Justiça diz que racismo é inaceitável e pede investigação

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

do UOL

Do UOL, em Brasília

20/11/2020 17h58Atualizada em 20/11/2020 19h05

Um dos ministros mais próximos do presidente Jair Bolsonaro, André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) classificou como "evento lamentável" a morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro espancado por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre.

"Espero haja uma séria e rápida investigação e punição dos responsáveis", disse o ministro da Justiça à coluna.

Questionado se acreditava que o caso era resultado do crime de racismo, Mendonça afirmou que "o racismo é inaceitável".

Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão, ao comentar o assassinato de João Freitas, disse que não há racismo no Brasil. A declaração é extremamente infeliz, ainda mais no Dia da Consciência Negra.

Até o momento, o presidente Jair Bolsonaro não comentou o caso, mesmo com a ampla repercussão nas mídias sociais. Bolsonaro fez uma postagem com o ex-jogador Pelé, que é negro, mas apenas agradeceu ao presidente que recebeu e desejou "bom dia a todos".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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