PUBLICIDADE
Topo

Notícias

Governo afegão e talibã acordam regras para avançar nas negociações de paz, afirmam funcionários

20/11/2020 15h21

Islamabad, 20 Nov 2020 (AFP) - O governo afegão e os talibãs resolveram pontos-chave que paralisaram as negociações de paz durante semanas, disseram várias fontes à AFP hoje, abrindo o caminho para que as negociações avancem.

As conversas começaram em 12 de setembro na capital do Catar, Doha, mas quase imediatamente foram prejudicadas por desacordos sobre a agenda, o marco básico de discussões e interpretações religiosas.

No entanto, após dias de discussões paralelas, parece que os negociadores encontraram o caminho para que as negociações de paz completas se iniciem.

Um alto líder talibã no Paquistão, que pediu anonimato, confirmou à AFP que foram alcançados "progressos suficientes".

"Estamos perto de um anúncio e do início de negociações formais", disse. "Em breve será emitida uma declaração conjunta", acrescentou, afirmando que pode acontecer nos próximos dias.

Uma segunda fonte talibã no Paquistão confirmou que ambas as partes acordaram as normas básicas para iniciar negociações oficiais.

Uma terceira fonte próxima aos talibãs também confirmou o acontecimento, enquanto um funcionário afegão próximo aos negociadores em Doha disse à AFP que ambas as partes já resolveram várias questões controversas, abrindo o caminho para que as negociações comecem.

Membros da equipe de negociação do governo afegão retornaram recentemente a Cabul para celebrar as consultas finais, após a qual se espera que o presidente Ashraf Ghani e Abdullah Abdullah, que lidera o processo de paz de Cabul, anunciem um avanço decisivo, disse o funcionário.

As negociações de paz de Doha se iniciaram depois que os talibãs e Washington assinaram um acordo em fevereiro e Estados Unidos concordou em retirar todas as forças estrangeiras em troca de garantias de segurança.

Apesar das negociações, a violência aumentou no Afeganistão e os talibãs intensificaram os ataques diários contra as forças de segurança afegãs.

Notícias