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Três máscaras testadas e minhas impressões em 6 mil km de bike na pandemia

Máscara de pano foi usada nas primeiras cinco semanas - Renan Bossi/Strava
Máscara de pano foi usada nas primeiras cinco semanas Imagem: Renan Bossi/Strava
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

do UOL

30/10/2020 18h12

Parecia bem improvável que eu conseguisse me adaptar às pedaladas com uma máscara no rosto quando a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, em março. Em 20 anos como ciclista, jamais imaginei ter de praticar o esporte dessa maneira.

Sete meses depois do início da pandemia e com seis mil quilômetros percorridos pelas ruas de São Paulo, com média de 70 km diários, já me desloco com extrema facilidade, como se nada estivesse cobrindo parte do meu rosto.

Voltei às ruas de São Paulo para fazer entregas de comida pela capital paulista no fim de maio, depois de dois meses de isolamento social. Pedalo cinco vezes por semana, em todas as regiões da capital paulista.

Nesse período, testei três máscaras: uma de pano, simples, e outras duas desenvolvidas para as atividades esportivas, das marcas Penalty e Sports Mask. A seguir, irei compartilhar minhas impressões sobre elas.

Máscara - Diego Salgado/UOL - Diego Salgado/UOL
Máscara da Sports Mask foi a segunda a ser testada
Imagem: Diego Salgado/UOL

A máscara de pano foi a primeira a ser utilizada. Fácil de encontrar e com valor bem baixo, R$ 2,50, comprei umas dez de uma vez para uso no dia a dia. Em seguida, ela passou a me acompanhar nas pedaladas. As dificuldades vieram à tona apenas nos primeiros dias, principalmente por causa da respiração. O costume, porém, amenizou a situação.

Se o preço é convidativo e o ponto forte dela, o conforto, posso dizer, fica bem comprometido. Com alças presas às orelhas, a máscara passa a incomodar rapidamente. Pesa o fato de as pedaladas terem mais de cinco horas de duração — nesse caso, é importante levar outra de reserva para a troca.

O valor das outras duas máscaras é maior, mas o custo-benefício é alto. Primeiro, pela facilidade da respiração, já que ambas encaixam bem no rosto e não apertam o nariz. A da Penalty, ao custo de R$ 89,90, conta com isolante térmico e tecido com filtragem de dupla camada.

A de Sports Mask custa R$ 74,90 e também conta com o filtro. Ele é removível e fica preso na parte da frente, com fácil colocação. Assim como a da Penalty, a máscara é lavável e com boa durabilidade. Eu lavei as duas todos os dias, durante semanas.

Máscara 2 - Diego Salgado/UOL - Diego Salgado/UOL
Nas últimas semanas, passe a pedalar com a máscara da Penalty
Imagem: Diego Salgado/UOL

Um ponto positivo da máscara da Penalty é a forma como ela fica presa ao rosto: são duas alças, com velcro. A primeira enlaça a nuca, enquanto a segunda a parte de cima da cabeça. Gostei bastante desse modo de uso.

Na da Sports Mask, existe apenas uma forma de prendê-la: na parte de cima da cabeça, sem velcro, mas com buracos ajustáveis. Depois de algumas semanas, porém esse sistema se desgastou, o que é compreensível, pois no momento da hidratação puxava a máscara para baixo, na linha do queixo. Isso passou a esgarçar os buracos da presilha.

Por ser com velcro, a hidratação se mostrou mais fácil com a máscara da Penalty. Aliás, o momento de beber água é, de longe, aquele que traz mais dificuldades com a máscara no rosto. Mas, lembrem, é importante se manter hidratado sempre.

Em contrapartida, o tecido da Penalty marcou mais o meu nariz depois de tantas horas de pedalada, mesmo com ajuste nas alças, a fim de não deixá-la apertada. Importante frisar que até três horas de exercício isso não aconteceu.

Vale lembrar que ambas têm tamanhos distintos. O sistema de medida é o mesmo: a distância entre a linha dos olhos e a linha do queixo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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