PUBLICIDADE
Topo

Notícias

Terremoto no mar Egeu provoca "minitsunami" e deixa mortos e feridos

30/10/2020 13h05

A Turquia registrou um forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter, que provocou o desabamento de vários prédios, deixando seis mortos e centenas feridos - informaram o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) e a imprensa local. Paris ofereceu nesta sexta-feira (30) ajuda financeira a Atenas e Ancara para ajudar as populações afetadas pelo terremoto.

A Turquia registrou um forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter, que provocou o desabamento de vários prédios, deixando seis mortos e centenas feridos - informaram o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) e a imprensa local. Paris ofereceu nesta sexta-feira (30) ajuda financeira a Atenas e Ancara para ajudar as populações afetadas pelo terremoto.

Um forte terremoto no mar Egeu nesta sexta-feira (30) matou seis pessoas na Turquia. Prédios desabaram na província de Izmir, e o fenômeno também foi sentido na Grécia.

Em Izmir, moradores assustados correram para as ruas, relataram testemunhas, já que as altas ondas do terremoto, que foi estimada em 7 graus, causaram enchentes no rio litoral da província, provocando o que foi considerado um "mini tsunami".

O choque também foi sentido em Istambul e nas ilhas gregas, incluindo Samos, onde as autoridades relataram oito feridos leves e aconselharam os residentes a se mudarem para o outro lado do litoral. Na Turquia, as autoridades relataram seis mortos, incluindo um afogado, e 200 feridos.

Segundo as autoridades turcas, o terremoto teria sido de magnitude 6,8. O USGS informa que o fenômeno teria alcançado em torno de dez quilômetros de profundidade.

"Neste momento, recebemos informações, segundo as quais seis imóveis desabaram em Bornova e Bayrakli", na província de Izmir, anunciou o ministro turco do Interior, Suleyman Soylu, no Twitter.

Pânico

"Alguns dos nossos concidadãos estão sob os escombros", acrescentou o ministro do Meio Ambiente da Turquia, Murat Kurum, que relatou a queda de cinco edifícios. As emissoras de televisão do país mostravam imagens de grandes nuvens de poeira, enquanto a população corria para as ruas, em pânico.

Em Bornova, socorristas, moradores e policiais tentavam abrir passagem entre os escombros e um prédio residencial de sete andares, com a ajuda de motoserras, segundo as imagens da emissora pública TRT. De tempos em tempos, os socorristas pediam silêncio para localizar sobreviventes.

Uma jovem foi retirada dos escombros de um prédio desabado, segundo a rede de televisão turca CNN-Türk. A elevação no nível do mar inundou as ruas de Seferihisar, cidade turca situada perto do epicentro do terremoto, relatou a imprensa local.

O governador de Istambul, Ali Yerlikaya, disse que, até o momento, não há informações sobre danos na capital econômica do país. "Todas as nossas instituições começaram a se deslocar para o local para iniciar os esforços necessários", declarou o presidente Recep Tayyip Erdogan no Twitter.

Minitsunami na Grécia

Sinal de sua potência, o terremoto causou um "minitsunami" e danos materiais na ilha grega de Samos, no mar Egeu, após um forte sismo de magnitude 6,7, noticiou a televisão pública grega Ert.

De acordo com a chancelaria turca, os ministros das Relações Exteriores da Grécia e da Turquia "destacaram que estão prontos para, em caso de necessidade, se ajudar e se apoiar mutuamente".

"Foi o caos, nunca vivemos isso (...) Até agora não temos vítimas. Alguns prédios foram danificados, uma igreja em particular", situada no porto de Karlovassi, declarou à Ert o vice-prefeito de Samos, Giorgos Dionysiou.

O fenômeno aconteceu em frente à costa desta ilha, perto da cidade turca de Izmir. Segundo imagens divulgadas pela Ert, muros de casas foram derrubados, e inundações no porto de Samos, registradas.

A Defesa Civil grega advertiu a população de Samos para permanecer "ao ar livre e longe dos prédios", assim como a "se afastar da costa" da ilha. A Grécia se encontra sobre importantes falhas geológicas, e os terremotos são frequentes, sobretudo, no mar, e não costuma provocar mortos.

Assim como a Grécia, a Turquia se situa em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Em 1999, um terremoto de magnitude 7,4 sacudiu o noroeste do país, deixando mais de 17.000 mortos - mil somente em Istambul.

Em 2011, um terremoto de 7,1 na província de Van matou 600 pessoas. Em janeiro passado, uma outra ocorrência, de magnitude 6,7, deixou em torno de 40 mortos na província de Elazig, no leste do país.

França oferece ajuda

A França ofereceu sua ajuda a Atenas e Ancara nesta sexta-feira após o poderoso terremoto que atingiu o oeste da Turquia, em um contexto de tensão por semanas entre estes paises no Mediterrâneo oriental.

"Plena solidariedade da França com a Grécia e a Turquia após o terremoto", tuitou Clément Beaune, secretário de Estado para Assuntos Europeus. "Estamos prontos para fornecer a assistência necessária. Falei com o governo grego para formular esse apoio", acrescentou.

A declaração surge no meio da crise entre Paris e Ancara sobre diversos assuntos diplomáticos e geopolíticos. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu na segunda-feira a seus concidadãos que boicotem os produtos franceses, poucos dias depois que Paris chamou seu embaixador em Ancara, após questionamento do chefe de Estado turco sobre a "saúde mental" do presidente francês, no contexto da publicação de caricaturas na revista Charlie Hebdo.

Notícias