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Itália e Tunísia investigam formalmente ataque em Nice

30/10/2020 11h21

BARI, 30 OUT (ANSA) - A Procuradoria de Bari, na Itália, anunciou nesta sexta-feira (30) a abertura de uma investigação formal por associação terrorista contra Brahim Aoussaoui, 21 anos, apontado como o autor do ataque desta quinta-feira (29) na cidade francesa de Nice.   

Segundo o procurador local, Roberto Rossi, o tunisiano desembarcou na ilha italiana de Lampedusa em 20 de setembro e, após cumprir um período de isolamento por conta da pandemia de Covid-19, foi registrado no centro de migrantes de Bari no dia 9 de outubro. De lá, partiu para a França em situação ainda não esclarecida.   

Rossi ainda informou que abriu uma outra investigação do chamado modelo 45, sem investigados nem hipótese de crime, sobre o procedimento administrativo relativo à liberação do jovem na cidade.   

Já a Procuradoria Antiterrorismo da Tunísia anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso e sobre a possível existência de um grupo terrorista chamado de "Al Mahdi do sul da Tunísia".   

Conforme relatou à agência local de notícias TAP, o porta-voz e procurador-substituto do Tribunal de Túnis, Mohsen Dalì, explicou que a análise se faz necessária porque uma postagem nas redes sociais desse grupo teria assumido a autoria do ataque. No entanto, não há registros da existência de tal organização até o momento.   

Já o governo francês teria prendido um homem de 47 anos que teria contatos com o jovem tunisiano, mas não há informações oficiais do andamento das investigações. O que se sabe, até o momento, é que Aoussaoui disse que cometeu o crime sozinho e que gritou palavras em árabe tanto no momento do ataque como quando foi preso e levado a um hospital pelos policiais que atuaram no local.   

O atentado terrorista desta quinta-feira deixou três vítimas - incluindo uma brasileira. A ação ocorreu por volta das 8h30 (hora local) dentro da Basílica de Notre-Dame e os franceses trabalham com a possibilidade de um ataque terrorista.   

Em pouco mais de um mês, a França já lidou com três ações do tipo e entrou em alerta máximo para o risco do terrorismo internacional voltar a causar grandes perdas humanas no país - assim como foi em 2015.   

Em 25 de setembro, quatro pessoas foram esfaqueadas em frente à antiga sede do jornal satírico "Charlie Hebdo". Já no dia 16 de outubro, o professor de história Samuel Paty foi decapitado por um islamista em Paris. Todos os atos, no entanto, não foram reivindicados por nenhum grupo terrorista conhecido. (ANSA).   

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