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Covid: em dia de mil mortes, filho de Trump diz que óbitos são "quase nada"

Assim como o pai, Donald Trump Jr. minimizou a gravidade da covid-19 nos Estados Unidos - Samuel Corum/Getty Images
Assim como o pai, Donald Trump Jr. minimizou a gravidade da covid-19 nos Estados Unidos Imagem: Samuel Corum/Getty Images
do UOL

Do UOL, em São Paulo

30/10/2020 10h34Atualizada em 30/10/2020 11h24

Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou equivocadamente ontem que as mortes por covid-19 diminuíram para "quase nada", dia em que o país registrou mais de mil mortes por causa da doença.

Em uma entrevista à Fox News, o filho do presidente, candidato à reeleição, disse que os especialistas que têm falado sobre o aumento de casos são "realmente idiotas".

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia e registraram ontem um novo recorde de casos em 24 horas, ao superar pela primeira vez os 90 mil novos contágios, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

"Analisei os dados do CDC porque sempre ouvia falar de novas infecções, mas pensei, 'Bem, por que eles não estão falando sobre mortes?'", disse Trump Jr., referindo-se aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. "Oh, oh, porque o número é quase nada. Por termos obtido o controle dessa coisa, entendemos como funciona. Eles têm a terapêutica para poder lidar com isso", continuou.

"Reduziu-se a quase nada", repetiu, acrescentando que os Estados Unidos estão "superando a Europa de uma forma positiva".

Ele ainda ironizou os democratas, que fazem oposição ao governo de Trump e defenderam restrições para conter a disseminação do vírus. "Por que não fechamos por 10 ou 15 anos?" questionou ele.

O país, que atravessa um recrudescimento da epidemia desde meados de outubro, somou 91.290 novos casos entre quarta e ontem, segundo registro às 20h30 locais. Também em 24 horas, 1.021 pessoas morreram por causa da covid-19 nos Estados Unidos.

Até a manhã de hoje, o país registrava um total de 228.677 mortes e mais de 8,9 milhões de casos. A poucos dias das eleições presidenciais, marcadas para a próxima terça-feira (3), o candidato democrata Joe Biden fez da gestão da crise sanitária seu principal ângulo de ataque contra Trump.

* Com informações da AFP

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