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Rússia: adolescente é morto por policiais ao praticar atentado terrorista

Menino de 16 anos fez publicações pedindo por "jihad" em rede social - Reprodução/Redes Sociais
Menino de 16 anos fez publicações pedindo por "jihad" em rede social Imagem: Reprodução/Redes Sociais
do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/10/2020 12h08

A polícia da Rússia matou hoje um Vitaly Antipov, de 16 anos, que atacou uma delegacia de polícia com coquetéis molotov e feriu um oficial com uma faca, enquanto chamava os policiais de "inimigos de Alá", em um ato de terrorismo reportado pelas autoridades locais. O oficial ferido foi levado a um hospital, onde segue hospitalizado.

Segundo o site The Independent, o relatório policial aponta que Vitaly jogou pelo menos dois coquetéis molotov no estacionamento da delegacia, pouco depois da meia-noite (no horário local), na cidade de Kukmor. Ele então "tentou fugir" antes de ser apreendido por um grupo de policiais.

"Durante a prisão, ele [Vitaly] resistiu ativamente e esfaqueou um policial várias vezes. Levando em consideração seu comportamento agressivo, os policiais usaram armas padrão [e atiraram contra o adolescente]."

O documento ainda explica que o adolescente ameaçou matar outras pessoas. "É verdade que ele ameaçou matar a todos. Ele gritou [para os policiais] que eles são inimigos de Alá", comunicou o Ministério do Interior do Tartaristão, estado do crime, ao site de notícias Daily Storm.

Baza, um canal de mídia social com supostas fontes no serviço de segurança, revelou que o menino fez uma postagem "pedindo a jihad (Guerra Santa Muçulmana)", nas redes sociais, pouco antes do ataque.

As investigações sobre Vitaly apontaram que ele trabalhava em um café na cidade. O patrão dele, Marat Zamaleev, tem passagem policial e já cumpriu 14 anos de prisão, por sabotagem e fabricação ilegal de armas.

Governo nega relação com ataques na França

O Kremlin, palácio sede do governo russo, disse não ver nenhuma ligação entre o ato terrorista na Rússia e os ataques com faca de ontem na França, que mataram 3 pessoas, incluindo uma brasileira.

Ambos atos de terrorismo ocorrem durante um período de tensão, desde que um refugiado checheno decapitou um professor de história, na França, por mostrar cartuns do profeta Maomé aos alunos, durante uma aula sobre liberdade de expressão, no último dia 16.

Manifestantes se reuniram ontem, em frente à embaixada francesa em Moscou, na Rússia, segurando cartazes criticando a revista satírica francesa Charlie Hebdo, cujos membros da equipe foram mortos em 2015 após publicarem uma charge ironizando o Profeta Maomé gritando "Allahu Akbar" (Alá é o maior).

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