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Abraham Weintraub é reeleito diretor-executivo do Banco Mundial

O ex-ministro Abraham Weintraub foi indicado pelo governo após deixar o Ministério da Educação em junho - Pedro Ladeira/Folhapress
O ex-ministro Abraham Weintraub foi indicado pelo governo após deixar o Ministério da Educação em junho Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress
do UOL

Do UOL, em São Paulo

30/10/2020 21h55

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi reeleito diretor-executivo do conselho do Banco Mundial, segundo comunicado da própria instituição. O novo mandato começa no domingo (1º) e tem duração de dois anos.

No Banco Mundial, o Brasil coordena grupo formado por Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. "Os diretores-executivos não são funcionários do Banco Mundial. Eles são indicados ou eleitos pelos representantes de nossos acionistas", ressaltou a instituição.

Weintraub ocupa a posição desde julho, mas o atual mandato se encerra em 31 de outubro.

Saída polêmica

O ex-ministro foi indicado ao Banco Mundial pelo governo após deixar o Ministério da Educação em 18 de junho. O anúncio foi feito em vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e publicado nas redes sociais.

Poucos dias depois, Weintraub desembarcou nos Estados Unidos mesmo com restrições para a entrada de brasileiros em meio à pandemia do novo coronavírus. Uma tese que ganhou força é a de que o ex-ministro conseguiu entrar no país norte-americano na condição de integrante do governo. Weintraub foi exonerado oficialmente apenas no dia 20 de junho, dois dias depois do anúncio de sua saída.

No Banco Mundial, a indicação de Weintraub não foi bem recebida. Muitos funcionários da instituição teriam ficado revoltados, de acordo com uma reportagem de O Globo, que teve acesso a mensagens de uma rede interna do Banco Mundial.

Em uma das mensagens, um funcionário diz que a indicação é "uma grande vergonha e um insulto para todo mundo que está trabalhando para um mundo melhor". Em outro comentário, Weintraub foi chamado de "fugitivo".

Empregados do Banco Mundial também elaboraram uma carta para a comissão de ética da instituição para tentar evitar que o ex-ministro assumisse o cargo.

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