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Lula e Ciro Gomes selaram paz durante conversa em setembro, diz jornal

do UOL

Do UOL, em São Paulo

29/10/2020 12h03Atualizada em 29/10/2020 17h15

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-ministro e candidato à presidência em 2018 Ciro Gomes (PDT) selaram a paz em uma conversa realizada em setembro deste ano, publica hoje o jornal O Globo. A relação entre os dois estava comprometida desde as eleições de 2018.

De acordo com a publicação, a conversa foi realizada na sede do Instituto Lula, em São Paulo, e teve como tema central a atuação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a situação do Brasil diante da pandemia do novo coronavírus.

O jornal ainda diz que, na conversa, "Ciro falou de suas mágoas com o PT, enquanto Lula lembrou os ataques do ex-ministro ao partido". Assuntos eleitorais relativos a 2022 não foram tratados, segundo a publicação.

Apoio de petistas à reaproximação

A reaproximação entre Ciro Gomes e Lula ocorre depois de manifestações públicas de petistas neste sentido. O ex-deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi um deles, dizendo em maio que Lula e Ciro teriam que se unir para derrotar em Bolsonaro.

Em junho, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), também defendeu a união entre os dois em prol de um "projeto nacional". Segundo o jornal O Globo, Santana organizou o encontro realizado em setembro.

Nesta semana, os nomes dos políticos voltaram ao noticiário depois da entrevista, ao programa Roda Viva da TV Cultura, do publicitário João Santana, responsável pelas campanhas presidenciais petistas de 2006, 2010 e 2014. Ele declarou que uma chapa de esquerda com maior probabilidade de ser eleita à presidência seria encabeçada por Ciro (PDT) com Lula como candidato a vice.

Rompimento em 2018

Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional durante o primeiro mandato de Lula na presidência. Entre momentos de maior proximidade e atritos, os dois romperam em 2018, quando o PT não aceitou montar uma chapa presidencial encabeçada por Ciro e com Fernando Haddad (PT) como vice.

Os dois acabaram saindo candidatos em chapas separadas, com o pedetista caindo no primeiro turno e o petista sendo derrotado no segundo por Jair Bolsonaro (à época no PSL). Ciro não manifestou apoio a Haddad no segundo turno, o que gerou críticas de petistas.

Desde então, Lula e o pedetista constantemente trocaram ataque por meio de entrevistas. Ainda é incerto se uma reaproximação pode significar uma futura aliança ou apoio em eleições.

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