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RJ não sobrevive sem ajuda federal, diz Castro após reunião com Bolsonaro

Cláudio Castro (PSC) conversou com Bolsonaro na manhã de hoje - Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
Cláudio Castro (PSC) conversou com Bolsonaro na manhã de hoje Imagem: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
do UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

28/10/2020 13h39

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), afirmou hoje ter solicitado apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que seja aprovado no Congresso o PLP 101, projeto que estabelece mudanças benéficas aos estados no plano de recuperação fiscal e amplia a vigência do mecanismo de socorro para dez anos.

A medida é essencial para aliviar a grave crise financeira que o RJ atravessa já há alguns anos, de acordo com o chefe do Executivo fluminense. "O PLP 101 é hoje a grande possibilidade de salvação do Rio e de outros estados em situação delicada", disse. "O Rio realmente não sobrevive sem o auxílio do governo federal."

Bolsonaro recebeu Castro na manhã de hoje em uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, a primeira "agenda de trabalho" entre os dois, segundo definiu o governador.

"O que eu gostaria é a aprovação do PLP 101, que o governo use sua base no Congresso para aprová-lo. A gente sabe que isso tem muita briga e muita negociação, mas os estados precisam disso urgente, fechado até o fim do ano", comentou ele.

Caso as negociações não avancem dentro do Parlamento, Castro disse que considera ir à Justiça para pleitear a suspensão de pagamento de dívidas do estado com o governo federal. A possibilidade não foi colocada em tom de ameaça, e sim como uma última alternativa.

De acordo com o governador, Bolsonaro acenou positivamente e respondeu ele deve "defender os interesses do RJ".

"Uma outra possibilidade sempre é a questão da judicialização, para que a gente entre como outros estados [o fizeram] na suspensão do pagamento de dívidas. Hoje há vários estados que estão com pagamento suspenso pelo STF. Deixei claro que essa é uma opção do Rio."

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