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Merkel confirma confinamento parcial na Alemanha a partir de 2/11

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante anúncio das restrições para conter o coronavírus - Fabrizio Bensch/POOL/AFP
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante anúncio das restrições para conter o coronavírus Imagem: Fabrizio Bensch/POOL/AFP

28/10/2020 14h57Atualizada em 28/10/2020 15h30

Com o número de casos do novo coronavírus aumentando rapidamente a cada dia, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e os primeiros-ministros dos Estados do país concordaram em implementar um segundo bloqueio parcial, a partir da próxima segunda-feira (2).

Durante reunião emergencial, citada pela agência alemã "Dpa", as autoridades decidiram fechar temporariamente todos os restaurantes e bares por pelo menos um mês, em uma tentativa de conter a Covid-19. Os pedidos de entrega a domicílio e o formato take away ("comida para levar") devem funcionar normalmente.

As escolas e creches, no entanto, continuarão abertas, assim como lojas de varejo e atacado. Os estabelecimentos, porém, não vão poder receber mais do que um cliente por 10 metros quadrados.

O novo decreto ainda determina que os campeonatos desportivos profissionais, incluindo a Bundesliga, poderão ser disputados apenas sem público, enquanto grandes eventos serão cancelados.

O governo também recomendará que a população não realize viagens desnecessárias, sem motivos comprovados. As pernoites em hotéis, exceto em situações de emergência, serão proibidas.

Em relação ao home office, todos aqueles que podem trabalhar em casa devem fazê-lo. As reuniões em público serão restritas a apenas duas famílias de até 10 pessoas no total. O texto afirma que as pessoas serão punidas se quebrarem as regras, mas não há mais detalhes.

Além disso, locais de entretenimento, como academias de ginástica, discotecas, casas de ópera, teatros, cinemas e centros recreativos, incluindo piscinas, ginásios e saunas, ficarão fechados.

Durante coletiva de imprensa, Merkel já havia informado que o país está "em uma situação muito séria". "Devemos agir, e agora, para evitar uma emergência nacional de saúde aguda".

No início da pandemia, a Alemanha foi amplamente elogiada por manter sua taxa de infecção bem abaixo da de outros países. No entanto, agora enfrenta um crescimento maior que o esperado na quantidade de contágios. No último boletim, divulgado nesta terça-feira (27), revela que o país registrou 11.409 novos casos, elevando o total para 449.275.

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