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Faróis de LED: o que mudam no seu carro e por que não pode só trocar

Thais Roland

Thais Roland é técnica em Manutenção Automotiva e apaixonada pela graxa. Com seu canal no YouTube 'Coisa de Meninos Nada', busca informar, orientar e dar suporte em relação a dúvidas e neuras sobre o mundo dos carros

do UOL

Colunista do UOL

27/10/2020 04h00

Iluminação é um assunto muito sério, já que envolve segurança do veículo. Então nessa semana conversei com um especialista da Osram para tirar algumas dúvidas sobre o tema.

É importante lembrar que iluminação não envolve apenas estética, mas também segurança, tendo em vista que a escolha das lâmpadas e a manutenção delas pode influenciar na sua visibilidade e também na de quem vem na direção contrária ou está à sua frente, se seus faróis ofuscarem o retrovisor desse carro.

Murilo Karas, gerente nacional de vendas da Osram do Brasil, começa nos esclarecendo que as lâmpadas de LED trabalham numa potência menor que as halogenas e, por isso, são mais econômicas. Enquanto uma lâmpada halogena trabalha em torno de 50 e 60 watts, uma de LED pode trabalhar com 12 a 30 watts.

Por causa dessa diferença, alguns computadores de bordo podem entender que a lâmpada está queimada, exigindo que a instalação tenha um recurso que contorne essa informação, como um cambus ou um resistor, por exemplo.

A Osram, por sua vez, optou por modificar a potência das lâmpadas deles para que esse problema fosse gerenciado sem o acréscimo de outro componente no chicote elétrico.

Murilo também comenta sobre fluxo luminoso, já que algumas embalagens de lâmpadas de LED trazem uma informação um pouco confusa a esse respeito. Quando acendemos uma lâmpada de LED, ela tem uma explosão inicial de luz e depois se estabiliza.

Alguns fabricantes colocam a quantidade de lumens dessa explosão na embalagem e temos a impressão de que a lâmpada vai iluminar uma cidade inteira, quando, na realidade, o que interessa mesmo saber é a quantidade de lumens depois que a lâmpada se estabiliza, no caso das lâmpadas da Osram, algo entre 1800 e 1900 lumens.

Outro ponto muito importante é a projeção, que é justamente o que vai definir a qualidade da visibilidade do condutor, assegurando que não vamos ofuscar condutores que dirigem na direção contrária e quem vai à nossa frente.

A projeção precisa ter uma linha de corte e um ângulo de cerca de 15 graus para a direita com o intuito de iluminar acostamento e placas de sinalização. A regulagem dos faróis deve ser feita por um profissional e pode contar com um equipamento chamado regloscópio na oficina.

Essa regulagem também é essencial para proteger a visibilidade de quem vem na direção contrária. Murilo ressalta que 1 segundo, num veículo a 100 km/h, são 30 metros sem visão.

No fim das contas, o grande diferencial do LED em relação a tecnologias como lâmpadas halogenas ou de xenon é o baixo consumo de energia com uma excelente projeção de luz.

E para quem está se perguntando se pode ou não trocar as lâmpadas originais do carro pelas de LED, a resposta é sim, mas não basta apenas substituir. Como qualquer outra alteração nas configurações originais do carro, essa modificação deve ser regularizada no Detran de sua cidade e constar no documento do veículo.

E você? Tem as lâmpadas originais no seu carro ou fez a substituição por outra tecnologia? O que achou? Notou uma diferença significativa? Conte para gente nos comentários.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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