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Câmara decide amanhã se envia caso Flordelis para Conselho de Ética

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) durante sessão na Câmara, em maio de 2019 - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) durante sessão na Câmara, em maio de 2019 Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
do UOL

Do UOL, em São Paulo

27/10/2020 15h40

A Mesa Diretoria da Câmara dos Deputados adiou para amanhã a reunião que decide se o caso da deputada Flordelis (PSD) será enviado ao Conselho de Ética. Anteriormente, a reunião aconteceria hoje às 10h.

O processo pode levar à cassação do mandato de Flordelis. A deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 2019, e só não foi presa porque tem imunidade parlamentar.

Com o adiamento, a reunião será realizada amanhã. Não foi informativo o motivo para a mudança de datas.

O corregedor da Câmara dos Deputados, Paulo Bengtson (PTB), será o responsável por ler o parecer aos participantes da Mesa Diretoria. Em seguida, eles decidem se o caso será encaminhado ao Conselho de Ética para abertura de processo contra a deputada.

A Mesa Diretora é composta pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e mais seis integrantes titulares, além de quatro suplentes.

Caso Flordelis

Pastora evangélica e cantora gospel, Flordelis é considerada pela Polícia Civil do Rio a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 16 de junho de 2019 ao chegar em casa, em Niterói. Ele tinha 42 anos.

Em 24 de agosto, Flordelis foi denunciada pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) por quatro crimes consumados e um tentado: homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Por ter imunidade parlamentar, ela não foi presa.

Sete filhos e uma neta de Flordelis, também denunciados pelos crimes, estão presos. No último dia 8, a deputada se apresentou na na Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ, para colocar a tornozeleira eletrônica após ser intimada pela Justiça fluminense.

Há duas semanas, a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou um pedido apresentado pela defesa de Flordelis para suspender o uso de tornozeleira eletrônica.

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