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Tem que discutir intramuros e não por fora, diz Mourão sobre Salles x Ramos

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) acredita que existem assuntos que Governo precisa discutir internamente  - Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) acredita que existem assuntos que Governo precisa discutir internamente Imagem: Francisco Stuckert/Fotoarena/Estadão Conteúdo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

26/10/2020 11h11

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse hoje que determinados assuntos precisam ser discutidos internamente pelo Governo Federal.

Na última semana, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chamou o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de "Maria Fofoca". O post no Twitter causou um mal-estar no Governo.

"Não existe unanimidade, pois toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. Mas a gente quando for discutir determinados assuntos, tem que discutir intramuros e não por fora", disse Mourão.

A polêmica teve início depois de uma uma reportagem do jornal O Globo dizer que Salles estava "esticando a corda com ala militar do governo" e "testando a blindagem" com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao mandar suspender as ações de combate a incêndios por falta de recursos.

O ministro do Meio-Ambiente compartilhou a notícia e se referiu a Ramos como "Maria Fofoca", atribuindo a ele o "vazamento" da informação à jornalista.

A publicação de Salles nas redes sociais ganhou apoio de seguidores e de aliados do presidente Bolsonaro, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e o filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), saíram em apoio a Ramos.

De acordo com Mourão, o presidente Jair Bolsonaro esfriou a disputa entre os ministros. No fim de semana, Salles disse que pediu desculpas a Ramos pela postagem.

"Aquela historia, os ministros são o estado-maior do presidente. Se está havendo alguma rusga entre comandantes do Estado-maior, o comandante tem que intervir e dizer 'aí minha gente, vamos baixar essa bolinha aí e vamos acalmar'", disse Mourão.

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