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Número real de casos de covid na França gira em torno de 100 mil, diz especialista

abertura covid - Com "desconfinamento" parcial, as pessoas podem circular em parques e áreas abertas. Alguns museus e pontos turísticos reabriram em determinadas regiões do país. Porém, em Paris permanecem fechados.  - Getty Images
abertura covid - Com "desconfinamento" parcial, as pessoas podem circular em parques e áreas abertas. Alguns museus e pontos turísticos reabriram em determinadas regiões do país. Porém, em Paris permanecem fechados. Imagem: Getty Images

26/10/2020 13h03

Paris, 26 out (EFE) - O número real de casos diários de infecção pelo novo coronavírus na França gira em torno de 100 mil, praticamente o dobro do recorde registrado até então no país, conforme indicou nesta segunda-feira o presidente do Conselho Científico que aconselha o governo sobre a pandemia da covid-19.

"Estamos em uma situação muito difícil, inclusive crítica. Essa onda está invadindo o conjunto da Europa, indicou Jean-François Delfraissy, em entrevista à emissora local "RTL".

O presidente do Conselho Científico admitiu que mesmo países, que classificou como "bons alunos, casos de Alemanha e Suíça, estão sofrendo com o aumento no contágio, o que relacionou com a queda das temperaturas do outono no Velho Continente.

"Nós mesmos estamos surpresos pela brutalidade do que está acontecendo", admitiu Delfraissy, que ainda no verão francês, alertou sobre os riscos do novo coronavírus durante o período de baixas temperaturas.

Questionado sobre a necessidade de que seja decretado um novo confinamento, o presidente do Conselho preferiu não se manifestar diretamente, alegando que se trata de uma questão política, mas admitiu que existem duas opções para a situação atual.

A primeira, segundo ele, seria um "toque de recolher muito mais amplo" do que está sendo aplicado a dois terços da população francesa, em 54 dos 101 departamentos do território. Atualmente, as pessoas têm que ficar em casa de 21h às 6h (hora local).

Delfraissy defende que a medida tenha mais horas e envolva uma parcela ainda maior do território.

A segunda opção, de acordo com o presidente do Conselho, é a de um confinamento geral "menos rigoroso" do que o vigente na primeira onda, entre março e maio, que permitiria as pessoas seguirem trabalhando - embora privilegiando o trabalho remoto - e o funcionamento das escolas.

De acordo com Delfraissy, o ideal é obrigar um confinamento apenas das pessoas idosas ou com antecedentes médicos que as tornam mais suscetíveis de ter infecção grave pelo novo coronavírus.

Nesta semana, o governo da França deve realizar um balanço do toque de recolher noturno, já tendo sido antecipado que, se houver ajuste, será pelo endurecimento.

Na última sexta-feira, o presidente do país, Emmanuel Macron, falou sobre a possibilidade de que sejam decretados "confinamentos locais ou mais amplos".

Ontem, a França registrou mais 52.010 casos de infecção pelo novo coronavírus, o que significou a quebra, pelo quarto dia consecutivo, do recorde de contágio no território.

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