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Nº de venezuelanos com carteira assinada no Brasil mais que dobra em 1 ano

Fila de venezuelanos na Polícia Federal em Boa Vista, Roraima, em foto de 2018 - Gabriel Cabral/Folhapress
Fila de venezuelanos na Polícia Federal em Boa Vista, Roraima, em foto de 2018 Imagem: Gabriel Cabral/Folhapress
do UOL

Do UOL, em São Paulo

26/10/2020 19h16

O número de venezuelanos trabalhando no Brasil com carteira assinada subiu 168,5% entre 2018 e 2019, de acordo com dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), apresentado pelo Ministério da Economia nesta segunda-feira (26).

Foram 12.393 novos trabalhadores daquele país de um ano para outro, passando de 7.353 para 19.746.

O aumento de estrangeiros naturalizados brasileiros com carteira também foi expressivo, com crescimento de 190,75%, passando de 7.957 para 23.135.

Outro crescimento significativo foi o de senegaleses: 173,5%. O número absoluto de trabalhadores do país africano atuando no Brasil, porém, é bem menor que o de outras nacionalidades. Foi de 731 em 2018 para 1.999 em 2019.

O maior número de estrangeiros trabalhando com carteira continua sendo o de haitianos. Em 2019, eram 58,4 mil, um aumento de 11,6 mil (+24,8%) em relação ao ano anterior.

Alta de quase 2% no emprego

A Rais reúne dados sobre emprego com carteira assinada, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público.

Segundo o balanço divulgado nesta segunda, o número total de empregos com carteira no país teve um aumento de 1,98% no ano passado, em relação a 2018.

Em 2019, foram 47.554.211 empregos, 923 mil a mais do que no ano anterior. Foi o terceiro ano seguido de alta, e o maior total desde 2015.

Por outro lado, a remuneração média dos empregos caiu R$ 42,03 (-1,31%) no período, atingindo R$ 3.156,02.

Como as informações são relativas apenas a 2019, elas retratam a situação do mercado de trabalho brasileiro antes da pandemia de coronavírus.

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