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Damares: 'Como combater pedofilia se não levo desenvolvimento na Amazônia?'

Damares Alves falou sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Damares Alves falou sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
do UOL

Colaboração para o UOL

21/10/2020 13h35

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) organizou hoje uma transmissão ao vivo para falar sobre desenvolvimento sustentável da Amazônia. Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, e o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), participaram e falaram sobre projetos desenvolvidos pelo governo na região.

Ao comentar sobre direitos humanos na Amazônia, Damares disse que já viu cenas de exploração sexual na região. E alegou que, para combater isso, precisa levar o desenvolvimento econômico até lá.

"Todo mundo sabe da violação dos direitos na Amazônia. Nossas crianças são vendidas para exploração sexual. As imagens são muito fortes. Temos aquele pescador pequeno que mora aqui, ele precisa de óleo para o barco, para pescar e sustentar família. Como vai comprar óleo? Aí vem as grandes embarcações. E a filha dele, de 6 anos, entra na grande embarcação para ser explorada sexualmente. A menina entra, com conivência dos pais, para ganhar 2 reais. Fazem programa na Amazônia por 20 centavos. Depois do corpinho da menina ser consumido, ela desce com 2 ou 3 reais para entregar ao pai. Isso é violação de direitos humanos. Como vou combater pedofilia se não levo desenvolvimento?", argumentou Damares.

Depois ela defendeu as ações do vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o projeto Amazônia Legal.

"Não se pode falar de proteção sem falar de desenvolvimento. Chega de hipocrisia. Esse debate tem que continuar. Temos um vice-presidente corajoso, que está fazendo isso com sabedoria. Estamos perdendo na guerra da narrativa, mas em ação estamos ganhando", comemorou Damares.

Damares também exaltou o projeto Abrace o Marajó, lançado recentemente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em parceria com o BNDES.

"O plano que a gente apresenta para o Marajó só nasceu graças ao BNDES, que veio nessa parceria com o diagnóstico da região. Preciso dizer o que o BNDES fez na região do Marajó, fazendo diagnóstico com todos problemas e possibilidades para resolver. Baseado nisso construímos o plano, que foi muito bem construído com assessoria, monitoria e investimento do BNDES na região. Esse programa é piloto por trazer investimento sustentável", explicou Damares.

Mourão reforçou o objetivo de fazer com que a população da Amazônia se torne mais produtiva e também falou sobre queimadas, pedindo maior equilíbrio no desmatamento

"A sustentabilidade é um tema muito caro ao século 21. Qualquer projeto tem que seguir regras e dar retorno para pessoas que moram naquela região. O desmatamento é um tema que temos que enfrentar de frente. É reconhecer que é um problema e deixar claro que ele tem que ser reduzido ao nível que é permitido", esclareceu o vice-presidente.

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