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Para-brisa trincado: até que ponto dá para salvar e quando você leva multa

Andar com para-brisa trincado é perigoso para você e pode doer até no bolso - Reprodução
Andar com para-brisa trincado é perigoso para você e pode doer até no bolso
Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em São Paulo (SP)

18/10/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Rodar com para-brisa trincado pode render até multa grave e apreensão do carro
  • Pequenos danos podem ser reparados rapidamente em oficinas especializadas
  • Trincas maiores demandam substituição da peça por uma nova

Todo mundo que pega estrada já deve ter passado por uma situação assim. Você está dirigindo tranquilamente quando, de repente, um pequeno objeto atinge o para-brisa do seu carro.

Aparentemente nada de grave, já que não passou de um pequeno risco. Só que andar com o para-brisa trincado pode ser mais perigoso do que pensa. Além de prejudicar a visibilidade e até arriscar sua integridade, aquela pedrinha pode render até uma multa bem pesada.

Restauração é possível, mas...

Antes de tudo vale a pena levar o carro até um especialista em reparos de vidros automotivos. Só ele poderá analisar a gravidade do dano e dizer se é possível reparar o vidro ou se será preciso substitui-lo por inteiro.

Especialistas indicam que apenas trincas bem pequenas (com até 10 centímetros) podem ser reparadas. Neste caso, o procedimento indicado é a restauração do para-brisa por meio da aplicação de uma resina que seca com luz ultravioleta. O serviço costuma levar menos de duas horas para ser realizado.

Entretanto, se o dano for maior, não tem jeito: será necessário realizar a troca do para-brisa.

Aqui o procedimento é mais longo: são até quatro horas para ser concluído. Obviamente, o custo de uma peça nova também é bem maior do que o reparo.

Multa e apreensão

Seja qual for a gravidade do dano é bom não rodar por aí com o para-brisa trincado.

O motivo principal é colocar a sua segurança (e a dos outros) em risco. Afinal de contas, caso o para-brisa se estilhasse, os passageiros podem sofrer ferimentos. Isso sem contar a possibilidade de causar um acidente.

Porém, existe outra boa razão para providenciar o conserto: o risco de ser multado.

De acordo com a resolução 216/2006 do Código Nacional de Trânsito (Contran), o dano no para-brisa não pode ultrapassar 10 centímetros de comprimento e não pode estar na "área de visão crítica do condutor". Além disso, as fraturas circulares não podem ter mais do que quatro centímetros de diâmetro.

Quem desrespeitar essa norma pode ser autuado com uma multa grave, resultando em cinco pontos na carteira de habilitação e o pagamento de R$ 195,23. Além disso, o veículo também é apreendido.

Por via das dúvidas, vale a pena consultar uma seguradora e, se possível, incluir a cobertura do reparo de trincas ou danos no para-brisa.

Algumas seguradoras, como a Porto Seguro, oferecem a troca ou reparo do para-brisa, bem como todos os outros vidros do carro - incluindo até o teto solar.

Bom ressaltar que, como a maioria das empresas oferecem apenas coberturas básicas (como roubo, furto e colisão), este tempo de dano está incluso apenas em planos adicionais.

De toda maneira, apesar da necessidade de pagar um valor adicional pela cobertura, a medida pode valer a pena. A não ser que você queira se arriscar por aí.

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