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Trump se nega a condenar supremacistas brancos e cita milícia de extrema-direita

30/09/2020 06h20

Washington, 30 Set 2020 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se negou a condenar de maneira inequívoca os supremacistas brancos durante o primeiro debate contra o rival nas eleições de novembro, Joe Biden, e fez um aceno para uma milícia de extrema-direita.

Questionado pelo moderador do debate Chris Wallace, que solicitou uma condenação sem reservas aos supremacistas brancos, o presidente republicano não apresentou uma resposta direta: citou os 'Proud Boys', um grupo nacionalista que prega a superioridade da raça branca, a quem pediu que "recuem e esperem".

"Mas eu direi algo, direi algo, alguém tem que fazer algo contra os Antifa", completou, em referência ao movimento de extrema-esquerda, ao afirmar que nos Estados Unidos a violência procede mais da extrema-esquerda do que da extrema-direita.

'Proud Boys', um grupo neofascista, exclusivamente masculino, fundado em Nova York em 2016, adotou a frase de Trump e a publicou na rede social Telegram.

"Aqui. Esta é a América de Donald Trump", criticou o candidato democrata Joe Biden, ao compartilhar um tuíte de um jornalista do New York Times sobre o tema.

Rita Katz, diretora do SITE, associação que monitora grupos extremistas, afirmou que "em um momento de níveis de pico de violência da extrema-direita e de um racismo crescente, Trump fez um novo aceno aos supremacistas brancos".

"Donald Trump deve aos americanos uma explicação ou desculpas. Agora", comentou Jonathan Greenblatt, presidente da Liga Antidifamação (ADL), uma organização de luta contra o antissemitismo.

Dax/seb/rsr/zm/fp

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