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EUA vão distribuir 150 milhões de testes rápidos de covid-19

Donald Trump discursa em vídeo gravado na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2020 - Reprodução/YouTube
Donald Trump discursa em vídeo gravado na abertura da Assembleia Geral da ONU de 2020 Imagem: Reprodução/YouTube

28/09/2020 20h37

O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira a distribuição nos Estados Unidos de 150 milhões de testes para detectar a Covid-19 em 15 minutos, um método comparável aos testes de gravidez e muito mais rápido do que os testes moleculares usados desde o começo da pandemia.

"Este é o nosso plano: serão enviados 50 milhões de testes para proteger as comunidades mais vulneráveis", como os lares de idosos, anunciou Trump, segundo o qual os 100 milhões restantes serão usados para auxiliar estados e territórios na reabertura de suas economias. Cada teste custará 5 dólares para o governo federal.

Especialistas em saúde solicitaram por meses o uso destes chamados testes antigênicos econômicos, para permitir que as pessoas os realizassem sozinhas várias vezes na semana, caso fosse necessário, e obtivessem um resultado quase imediato.

Por seu tempo de resposta, estes kits têm uma vantagem óbvia para conter a propagação do coronavírus, mas também um inconveniente: são menos sensíveis do que os testes PCR, tendo, portanto, mais chances de acusar falsos negativos.

Ao demorar cerca de uma semana para apresentar seu resultado, o teste PCR não é tão significativo em nível clínico, já que, até lá, os pacientes já se recuperaram ou adoeceram ainda mais. Por outro lado, os testes de antígenos funcionam melhor quando uma pessoa apresenta uma grande quantidade de vírus no nariz, que, provavelmente, também é o ponto em que ele é mais contagioso.

Os testes rápidos utilizam um tira de papel contendo anticorpos contra o novo coronavírus, que reagem quando tocam fragmentos de proteína da superfície do vírus, da mesma forma que um teste caseiro de gravidez reage aos hormônios.

Os testes de antígenos, entretanto, podem requerer uma confirmação adicional mediante um teste PCR, principalmente se uma pessoa dá negativo mas apresenta sintomas, o que poderia significar que a maior parte do vírus migrou do sistema respiratório superior para o inferior.

Alguns especialistas pediram que os testes rápidos estivessem disponíveis para uso doméstico, mas, por ora, os pacientes terão que procurar profissionais de saúde para realizá-los.

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