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Madri amplia restrições de mobilidade; governo central considera insuficientes

25/09/2020 09h04

Madri, 25 Set 2020 (AFP) - As autoridades de Madri anunciaram nesta sexta-feira a ampliação das restrições de mobilidade a novas áreas da região, o que significa que as medidas afetarão mais de um milhão de pessoas, uma decisão considerada insuficiente pelo governo central, que desejava a aplicação em toda capital.

A partir de segunda-feira, outras 167.000 pessoas que moram na região da capital só poderão sair de seus bairros para trabalhar, procurar um médico ou levar os filhos ao colégio, anunciou em uma entrevista coletiva o vice-conselheiro de Saúde de Madri, Antonio Zapatero.

Desta maneira, dos 6,6 milhões de habitantes da região de Madri, pouco mais de um milhão serão afetados pelas medidas. Mais de 850.000 pessoas de diversas áreas, incluindo bairros pobres da zona sul da cidade, já precisam respeitar as restrições desde segunda-feira passada.

Ao contrário do que aconteceu durante o rígido confinamento entre março e junho, quando todos os espanhóis só estavam autorizados a sair de casa por razões de primeira necessidade, estas pessoas podem caminhar por seus bairros, mas os parques públicos permanecem fechados e os restaurantes e bares têm horários restritos.

De todas as maneiras, Zapatero recomendou a todos os madrilenos, sem exceção, que evitem os deslocamentos desnecessários para frear a segunda onda de covid-19.

De maneira surpreendente, minutos antes do anúncio de Antonio Zapatero, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, convocou uma entrevista coletiva paralela para expressar a divergência com o alcance das medidas em Madri, que, como acontece em todas as regiões na Espanha, tem autonomia na área de saúde.

Em uma reunião prévia com as autoridades da capital, o governo central propôs a ampliação das medidas "a toda a cidade de Madri", de mais de três milhões de habitantes, e a outros municípios com alta incidência do vírus, explicou Illa.

O ministro fez um apelo no início da semana aos moradores da região de Madri, epicentro da epidemia na Espanha, para que limitassem os movimentos e contatos ao "essencial".

O governo central não pode impor decisões na área de saúde, exceto se adotar medidas como declarar um estado de alerta, como aconteceu entre março e junho, uma opção que foi descartada no momento.

A Espanha, país da União Europeia (UE) com a taxa mais elevada de incidência do vírus, com quase 300 casos para cada 100.000 habitantes nas últimas duas semanas, contabiliza desde o início da pandemia mais de 700.000 casos e 31.100 mortes.

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