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James Bond 'verdadeiro' trabalhou na Polônia comunista, apontam arquivos

25/09/2020 09h12

Varsóvia, 25 Set 2020 (AFP) - O verdadeiro agente secreto britânico James Bond foi enviado para além da Cortina de Ferro dois anos depois do lançamento do primeiro filme com o agente 007 - revelam arquivos publicados recentemente pelo Instituto Polonês da Memória Nacional (IPN).

James Albert Bond chegou à Varsóvia em 18 de fevereiro de 1964 e ocupou oficialmente um posto de arquivista na embaixada britânica, indicam documentos do serviço de contraespionagem comunista.

De acordo com os serviços comunistas, Bond, nascido em 1928, parecia pouco com seu homônimo da ficção, conhecido, sobretudo, por sua queda por martínis e pelas mulheres.

Os funcionários poloneses relatam que James Bond estava "interessado nas mulheres", mas era "muito cauteloso" e não entrou realmente em contato com os cidadãos poloneses, conforme os documentos publicados no Facebook esta semana.

Segundo o IPN, era "um agente de baixo escalão com um nome muito midiatizado", já que os agentes comunistas também conheciam o heróis da ficção.

Os arquivos indicam ainda que James Bond tentou visitar "instalações militares" em Bialystok e em Olsztyn, no leste da Polônia, perto da fronteira da então União Soviética, em outubro e novembro de 1964.

Aparentemente, sem grande sucesso, o verdadeiro James Bond deixou a Polônia em 21 de janeiro de 1965.

O escritor Ian Fleming, autor da série e ele próprio um ex-agente britânico, sempre disse que o nome de seu protagonista foi inspirado no ornitólogo americano James Bond, do qual possuía um livro sobre as aves do Caribe.

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