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Indústria de motores de SC coloca 10 herdeiros em ranking de bilionários

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Imagem: Getty Images
do UOL

Claudia Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/09/2020 04h00

O ranking de bilionários brasileiros da Forbes deste ano traz 238 pessoas, sendo 33 estreantes na lista. Destes, dez têm fortuna proveniente da mesma empresa: a fabricante de motores WEG, de Jaraguá do Sul (SC).

No total, são 13 bilionários da lista ligados à companhia de motores elétricos, transformadores, geradores e tintas. O grupo controla também centrais hidrelétricas, imóveis e fabricantes de cristais e porcelanas.

Os dez estreantes herdaram participações acionárias deixadas por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, os três fundadores da WEG. A fortuna dos "13 da WEG" soma R$ 87,64 bilhões.

Estreia na Bolsa ou alta de ações fez novos ricos

De acordo com a Forbes, a entrada dos herdeiros da WEG no ranking deve-se à supervalorização de aproximadamente 200% nas ações da empresa na Bolsa brasileira, entre agosto de 2019 e de 2020.

Ainda segundo a revista, a maioria dos 33 novos bilionários emergiu do mercado acionário. Alguns por meio de IPO (Oferta Pública Inicial), ou seja, com a estreia da empresa na Bolsa de Valores. Outros passaram à casa do bilhão com a disparada da cotação das companhias das quais são acionistas.

Dois estreantes entre os 10 mais ricos

Alexandre Behring, um dos sócios e fundadores da 3G Capital - Getty Images - Getty Images
Alexandre Behring, um dos sócios e fundadores da 3G Capital
Imagem: Getty Images

Dois empresários estrearam na lista já figurando entre os dez mais ricos. Na sexta posição, está o investidor Alexandre Behring da Costa, cofundador do fundo de investimentos 3G Capital. Sua fortuna está estimada em R$ 34,32 bilhões.

Behring da Costa, formado em engenharia eletrônica, também é presidente do conselho da administração da Kraft Heinz e copresidente da Restaurant Brands International, dona das redes de fast food Burger King, Popeyes e Tim Hortons. Ele é um dos fundadores da Modus OSI Tecnologias, da qual foi sócio até 1993. Entre 1994 e 2004, foi parceiro da GP Investimentos —chegou ao comando da América Latina Logística (ALL), em 1998. Conheceu os sócios da 3G, segundo a Forbes, quando fez MBA em Harvard, em 1995.

Também estreando no ranking dos brasileiros bilionários está o empresário Ilson Mateus Rodrigues, do Maranhão, presidente e principal acionista do Grupo Mateus —rede de varejo do Norte e Nordeste do país. Ele aparece na nona posição e tem patrimônio estimado em R$ 20 bilhões.

Empresário do segmento pet entrou na lista

Sergio Zimerman, fundador e presidente do Pet Center Marginal, que, desde abril de 2015, passou a se chamar Petz - Marcelo Barabani/Divulgação - Marcelo Barabani/Divulgação
Sérgio Zimerman, fundador e CEO da rede Petz
Imagem: Marcelo Barabani/Divulgação

Fundador e CEO da rede Petz, o empresário Sérgio Zimerman estreou na lista dos bilionários brasileiros este ano, com patrimônio estimado em R$ 2,1 bilhões. Sua empresa, a Pet Center Comércio e Participações, mais conhecida como Petz, foi a última da lista da Forbes a debutar no pregão da B3, em setembro.

Tudo começou em 2002, quando Zimerman inaugurou um pet shop num antigo galpão na Marginal Tietê, em São Paulo. De acordo com a Forbes, o bom desempenho da Petz se iniciou em 2013, quando o fundador vendeu mais de 50% das ações para o fundo de private equity Warburg Pincus, que assumiu o controle com um amplo plano de expansão. A rede tem hoje mais de 100 lojas.

Mais um da Natura na lista dos bilionários

O cofundador da Natura Pedro Passos - Eduardo Knapp/Folhapress - Eduardo Knapp/Folhapress
Pedro Luiz Barreiros Passos é um dos fundadores da Natura
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

Pedro Luiz Barreiros Passos, um dos fundadores da Natura, é um dos recém-chegados ao ranking dos bilionários brasileiros. A sua fortuna, estimada em R$ 1,46 bilhão, foi impulsionada, segundo a Forbes, pela valorização das ações da Natura após a compra da Avon, concluída em janeiro de 2020.

Guilherme Leal e Antônio Seabra, os outros dois fundadores da Natura, já figuravam na lista. Dos três, Passos tem a menor fatia acionária. Ele presidiu a companhia de cosméticos no final dos anos 1990. É presidente da Fundação SOS Mata Atlântica desde 2013.

Quem voltou para o ranking

Fora da lista de 2019 da Forbes, as irmãs Janet Guper e Lisabeth Sander voltaram a figurar entre os bilionários brasileiros no ranking deste ano. Elas são netas de Leon Feffer (morto em 1999), fundador da Suzano Holding, empresa de papel e celulose.

Janet, que possui uma fatia acionária um pouco maior, tem patrimônio estimado em R$ 1,27 bilhão. A fortuna de Lisabeth é de R$ 1,12 bilhão.

Outra que voltou ao ranking da Forbes deste ano é Lina Maria Aguiar, filha adotiva do banqueiro Amador Aguiar, que morreu em 1991. De acordo com a revista, ela deixou a lista no ano passado por não ter aparecido nos relatórios públicos de acionistas do Bradesco. Lina travava há anos uma disputa jurídica para se tomar acionista direta do banco.

Quem saiu da lista deste ano

Maria Alice Setubal, a Neca Setubal, é socióloga e educadora. Doutora em psicologia da educação, preside os conselhos do Cenpec e da Fundação Tide Setubal e pesquisa educação, desigualdades e territórios vulneráveis - Divulgação - Divulgação
Maria Alice Setúbal, a Neca, deixou o ranking dos bilionários brasileiros este ano, segundo a Forbes
Imagem: Divulgação

Única mulher entre os sete filhos do banqueiro Olavo Setúbal, Maria Alice Setúbal deixou de ser bilionária. Segundo a revista Forbes, o patrimônio de todos os irmãos caiu neste ano. Neca, como é conhecida, detém a menor fatia acionária do Itaú Unibanco, da Duratex e de outros negócios em que a holding ltausa tem participações.

Maurício Amaro e sua família também não são mais bilionários este ano. Junto com sua irmã Maria Claudia e sua mãe, Noemy, ele detém uma cota da Latam, empresa de aviação criada pela fusão da TAM com a chilena LAN. A TAM foi fundada por seu pai, Rolim Amaro.

Segundo a Forbes, a TAM vem sofrendo graves impactos da pandemia. Entre setembro de 2019 e de 2020, o valor das ações despencou de R$ 11 para R$ 1,60. Com a queda, a família saiu da lista, segundo a revista.

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